Baixaria toma conta do cenário eleitoral e exige mais atenção de eleitores e autoridades
23 de Setembro de 2012, 13h47
Como o Buxixo já havia previsto, a baixaria começa a se intensificar nesta reta final da eleição. Na ânsia de diminuir a desvantagem apontada pelas pesquisas eleitorais, tem candidato trocando a discussão de propostas por ataques e acusações sem provas e sem conexão com a eleição municipal.
A prática representa um desperdício do tempo destinado pela Justiça Eleitoral aos candidatos e partidos políticos. Aliás, deveria receber combate vigoroso dos responsáveis pela fiscalização da propaganda eleitoral. Porém, até aqui, a coisa corre frouxa para tristeza de quem deseja conhecer mais sobre as propostas e a capacidade dos concorrentes.
Como se não bastasse emporcalhar a propaganda eleitoral nas emissoras de rádio e TV, a prática agora também emporcalha as ruas da cidade na forma de panfleto apócrifos. Neste final de semana circulou um deles com mensagem idêntica à vista nas inserções do programa eleitoral, mas, assinado por uma entidade que - até onde se sabe - não existe.
A origem e os autores do panfleto devem ser alvo de investigação da Polícia Federal. Porém, independente do resultado das investigações, cabe lamentar a utilização de expediente tão baixo e arcaico.
Não custa lembrar que quem opta pela baixaria ou pelos ataques apócrifos demonstra covardia e falta de interesse em dialogar com a sociedade. Em geral, quem age assim busca esconder a própria história e quer evitar estabelecer compromissos claros com os eleitores. Ou seja, é gente desonesta que não merece o nosso voto.
Vale ficar atento