Maquinários: Juiz aceita desmembrar ação e Maggi responderá acusações em separado
24 de Janeiro de 2014, 07h52
O juiz substituto da 1ª Vara Federal, Ilan Pressner, concordou em desmembrar a ação popular que investiga o chamado 'Escândalo dos Maquinários'. Com isso, o ex-governador e hoje senador Blairo Maggi (PR) e o secretário de Fazenda na gestão dele, Éder Moraes, vão responder em separado as acusações de fraude na licitação para a compra de máquinas e equipamentos do Governo do Estado, ocorrida ainda em 2009 e até hoje não esclarecida devidamente.
A explicação é que a desmembramento pode agilizar o trâmite da ação, o que seria uma boa notícia. O problema é que já tem achando que a decisão cheira a 'casuísmo' e seria, no fundo, uma forma de blindar o ex-governador futuramente.
Para quem não sabe, o escândalo em questão gerou um prejuízo que segundo o Ministério Público passa dos 44 milhões de reais. É muito dinheiro e nem o mais ingênuo dos mato-grossenses consegue acreditar que uma transação desse porte pudesse ocorrer sem a participação e o consentimento direto do governador de plantão. Daí a dificuldade em entender o tratamento diferenciado aos réus.
É por essas e outras que a cada dia cresce na população a impressão de quem nem todos são de fato iguais perante a lei.
Uma lástima.