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Estratégia de Zé do Pátio é reduzir grupo dos onze na Câmara
24 de Janeiro de 2017, 08h57
Desde que tomou posse, o prefeito eleito de Rondonópolis, José Carlos do Pátio (SD), coleciona embates com o Poder Legislativo. Já no primeiro dia do ano perdera a Mesa Diretora da Casa de Leis, com consequente oposição em caso de recusa aos melindres do chamado grupo dos onze vereadores manobristas. Naquele dia 1 de janeiro perdera a eleição o seu grupo. Era só o início.
No dia seguinte, a liderança manobrista procurou Zé do Pátio. Exigiu sem cerimônia a garantia de cargos de confiança dentro do Executivo, além da abertura de brecha para mais contratações apadrinhadas. Zé bateu o pé, privilegiou diálogo com siglas aliadas e criou o descontentamento. Em off, como se diz, foi pressionado. Tão por isso, perdera em outras oportunidades o chefe do Executivo.
Não caiu em contradição, porém, o prefeito. Mostrou-se um ainda mais articulado Zé do Pátio, quebrando em pedaços o bloco oposicionista da Casa. Engatinha, neste momento, seu projeto que visa "dividir para governar", como há séculos já pensava -não só ele- Nicolau Maquiavel (1469-1527).
A propósito, qualquer semelhança entre o prefeito e o pensador fiorentino, a esta altura, é bem-vinda. Em "A arte da guerra", de 1.520, há um pouco mais sobre o conceito. Maquiavel era reconhecido líder, marqueteiro político, comandante militar. Não se abalava ante oposição.
Que também não se abale Zé do Pátio, ainda que longe da Renascença. Inteligência para dialogar e atrair manobristas indecisos, negociar o preço de cada cabresto. É isso.