"RED MONEY"

Gaeco denuncia 113 pessoas acusadas de integrarem organização criminosa em MT

O grupo foi investigado na operação "Red Money", realizada pela Polícia Civil

por Redação com assessoria MPE/MT

24 de Outubro de 2018, 14h46

Gaeco denuncia 113 pessoas acusadas de integrarem organização criminosa em MT
Gaeco denuncia 113 pessoas acusadas de integrarem organização criminosa em MT

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por meio do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), denunciou 113 pessoas acusadas de integrarem uma organização criminosa no Estado. O grupo foi investigado na operação "Red Money", realizada pela Polícia Civil, e deverá responder pelos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e associação para o tráfico de drogas. A condenação dos acusados poderá ultrapassar 40 anos de reclusão.

O Gaeco requer também o arbitramento de valor aos denunciados para reparação de danos material e moral difuso. Sustenta que os crimes praticados denegriram o sentimento coletivo de segurança e de confiança na ordem e proteção jurídica e econômica, ofendendo toda a sociedade.

Ao todo, foram oferecidas três denúncias. Os fatos criminosos se referem às práticas de arrecadação e movimentação financeira da organização criminosa através de crimes cometidos por membros e integrantes, em especial a administração e o financiamento do comércio de substância entorpecente, tanto na região metropolitana (Cuiabá e Várzea Grande) como no interior do Estado (Rondonópolis, Primavera do Leste e Alto Araguaia), além da cobrança de mensalidade entre os integrantes da facção.

 As investigações também apontaram para criação de empresas e a identificação de pessoas próximas aos membros e integrantes da organização criminosa, familiares e amigos, que apesar de não integrarem a organização colaboraram com a prática do crime de lavagem de dinheiro, adquirindo bens e fornecendo dados de contas bancárias para auxiliar na ocultação e dissimulação da origem desses recursos.

Em menos de dois anos, houve a movimentação de cerca de R$ 10 milhões, sendo possível verificar através de informações obtidas especialmente pela quebra de sigilo bancário que apenas um dos denunciados movimentou, no período, mais de cinco milhões de reais.

Além de drogas, a operação também contou com a localização e apreensão de inúmeros bens móveis e imóveis de natureza ilícita, que, inclusive, foram sequestrados judicialmente. Igualmente, as empresas envolvidas no esquema tiveram suspensas suas atividades econômicas.