Sem costume
Mega empresário se mostra desconfortável em depoimento da CPI da sonegação fiscal
24 de Novembro de 2016, 16h18
Não é que o rei se irritou... No depoimento frente a Comissão Parlamentar de Inquérito da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, o empresário do agronegócio Eraí Maggi, conhecido como o “Rei da Soja” não estava nada confortável com a posição que se encontrava e em alguns momentos apresentou certa irritação com as perguntas dos deputados integrantes da CPI da Renúncia e Sonegação Fiscal.
O ápice da irritação de Eraí veio quando foi indagado, sobre o uso da Cooperativa Agroindustrial de Mato Grosso (Cooamat), onde é detentor de 83% das ações, para fim de obter vantagens fiscais por meio da cooperativa, onde teria como principal beneficiário o seu grupo. Para o empresário o benefício é nenhum e que é impossível que o grupo Bom Jesus tenha cometido alguma irregularidade.
Mas mesmo as palavras irritadiças de Eraí Maggi não convenceram os membros da CPI, inclusive seu presidente, o deputado estadual José Carlos do Pátio foi taxativo “O depoimento do Eraí (Maggi) não me agradou e nem me convenceu. Não estou de acordo com suas respostas, mas pelo que entendi nas suas declarações, se houve irregularidades, o grupo Bom Futuro vai corrigir”, disse.
Na visão do buxixo, o papel da CPI da Renúncia e Sonegação Fiscal está sendo realizado, na apuração das irregularidades quanto ao dinheiro público e neste caso se confirmado a busca por parte de empresas privadas de incentivos fiscais de forma irregular. Já a irritação da “Rei da Soja” é compreensível, já que não é costumeiro fazer o papel de inquerido em uma CPI.
Vamos acompanhar