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Após articulação de Wellington, Governo publica medida para regularização fundiária

Mato Grosso é diretamente beneficiado com as novas normas

por GazetaMT

24 de Dezembro de 2016, 07h47

Após articulação de Wellington, Governo publica medida para regularização fundiária
Após articulação de Wellington, Governo publica medida para regularização fundiária

O Governo Federal publicou hoje (23), no Diário Oficial, a Medida Provisória 759, que dispõe sobre a regularização fundiária rural e urbana, sobre a liquidação de créditos concedidos aos assentados da reforma agrária e sobre a regularização fundiária no âmbito da Amazônia Legal. A medida, segundo o senador Wellington Fagundes (PR-MT) - que tem sido porta-voz da causa no Legislativo - vai beneficiar boa parte do país, ao facilitar a titulação de terras e garantia de direitos a pelo menos 400 mil famílias. A MP tem o objetivo de desburocratizar, agilizar e reduzir custos nas ações de regularização fundiária urbana, mas também pode ser aplicada a áreas de habitação rurais.

Na última quarta-feira (21), o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, já havia adiantado a Wellington que haveria uma iniciativa do Governo para promover o desbloqueio jurídico nesse sentido, dando liberdade e garantias a assentados de todo o Brasil. "Felizmente o Governo ouviu nosso apelo por essas pessoas que sequer tinham direitos básicos, por não possuir títulos de suas terras. Não podiam, por exemplo, receber benefícios e créditos governamentais, por falta de regularização", comemorou o republicano.

Nas cidades, os núcleos urbanos informais - como favelas e loteamentos clandestinos - também serão regularizados, inclusive se forem classificados como rurais, no programa chamado Reurb. Um dos objetivos do programa é ampliar o acesso à terra urbanizada pela população de baixa renda. Em muitos casos inclusive haverá isenção de taxas para quem quer obter um título.

"Do acesso ao crédito ao acesso à cidadania, todos poderão usufruir das terras que tanto lutaram para conseguir", afirmou Wellington. Para o senador, muitos municípios inclusive serão afetados positivamente, ao arrecadar o IPTU das moradias regularizadas.

Segundo o Governo, com a medida haverá uma nova forma de registrar propriedades, a chamada legitimação fundiária, onde o processo tradicional de registro de títulos passa a ser substituído por reconhecimento de aquisição originária de propriedade, em cadastro aprovado pelo poder Público. Dessa forma, municípios reconhecem, a partir de estudos, ocupações urbanas como consolidadas e irreversíveis, localizadas em áreas públicas ou particulares, com ou sem registro imobiliário.

O senador Wellington Fagundes explica que no novo texto há dois tipos de enquadramento para quem quer regularizar seu lote: interesse social e interesse específico. No primeiro, as ocupações feitas por pessoas de baixa renda serão incluídas com finalidade residencial, ganhando assim registro de imóvel e infraestrutura básica gratuitamente. No segundo, quem for o dono deverá custear a infraestrutura prevista no projeto de regularização daquela área.

Wellington já havia afirmado que em municípios como Guarantã do Norte, em Mato Grosso, existem assentados que buscam a titulação há pelo menos 38 anos. "Em meu Estado há 55 mil assentados que não tem direitos por conta da falta de regularização. Isso é um absurdo. Atualmente, um agente comunitário de saúde ou um professor de escola rural que não possui títulos de terras não podem sequer aposentar", lamenta.

Para o senador, é imperativo que o governo mantenha um diálogo constante não só com o parlamento, mas também com o produtor para aperfeiçoar as regras. "Na medida em que o teor da MP for divulgado, as sugestões poderão se transformar em debates produtivos para o Governo e principalmente a sociedade", elucida.