Envolvidos usam influência e 'criatividade' para tentar escapar da Operação Ararath
24 de Fevereiro de 2014, 08h02
A Polícia Federal continua as investigações para tentar identificar a origem e destino dos R$ 126 milhões de reais apreendidos na semana passada na 'Operação Ararath'. Nos bastidores as informações dão conta que, caso consigam êxito, os policiais poderão expor um dos maiores esquemas de corrupção já vistos em Mato Grosso.
Dizem que há secretários de Estado, políticos e servidores públicos importantes envolvidos na maracutaia, que era sustentada com dinheiro desviado dos cofres públicos e lavado por factorings e empresas dos setores de combustível e construção civil.
Até aqui os envolvidos têm utilizado duas táticas distintas. Os que ainda não tiveram os nomes revelados à imprensa tentam desesperadamente barrar a investigação através da influência com as 'instâncias superiores' da PF. Os que jã são conhecidos do público tentam negar, ou buscam desculpas esfarrapadas para explicara ligação com a dinheirama.
O segundo grupo tem gente como o subsecretário adjunto de Fazenda de Mato Grosso, Vivaldo Lopes. Flagrado com um depósito de R$ 75 mil, disse que o dinheiro foi usado para pagar dívidas do Mixto Futebol Clube.
Na época do depósito o Mixto estava com as contas interditadas pela Justiça por causa de processos trabalhistas. Ou seja, para escapar da acusação de desvio e lavagem de dinheiro, o subsecretário acabou admitindo que integrou um outro esquema para enganar a Justiça. Pode ?