BATATA QUENTE
Quando a janela fechar, quem vai ficar com Blairo?
24 de Março de 2016, 07h20
Com a ida de José Medeiros para o Partido Social Democrático (PSD), o destino do também senador Blairo Maggi deve mesmo é ser o Partido Socialista Brasileiro (PSB). Goste ele ou não, parece ser sua única opção.
Maggi tem que correr para não perder a janela partidária, mas não está fácil. No PSDB não passa nem na porta. No PSD até se esperava, mas o alinhamento político junto ao projeto do atual governo do Estado trouxe o partido para o bloco tucano, deixando o senador para trás. PMDB nem pensar. As demais siglas, a nível de Estado, são nanicas demais para o nobre senador, tido como de alto escalão em Brasília.
No PSB, a figura do amigo de longa data e deputado federal Adilton Sachetti tende a puxá-lo. Com o elemento amizade e sem motivo para rejeição à sigla, não há porque não aceitar. O partido, porém, não oficializou convite e não se sabe se o fará.
Na política, o senador vive um momento, no mínimo, delicado. Vinha sendo base governista no Senado, apoiando o governo Dilma, e agora virou a casaca. Saiu do Partido da República (PR), que continua na base, adotou o discurso de impeachment e frequentou até manifestação anti-governo na capital do Estado. Não anda nem para frente nem para trás, só aguarda à mercê do destino.
Se Maggi precisa de um partido, deverá mesmo sondar os Socialistas. O interessante será saber se o PSB está disposto a encarar o homem como membro da casa.