Legislativo
Vereadores querem ampliar número de sessões; Mesa Diretora veta
A Mesa Diretora, sob Ibrahim Zaher (PSD), vetou a iniciativa sob o argumento de que isso geraria aumento nas despesas da Câmara
24 de Maio de 2013, 09h56
Um grupo de vereadores, encabeçada pelo vereador Adonias Fernandes (PMDB), articula o aumento no número de sessões do Legislativo rondonopolitano de uma, como ocorre atualmente, para duas sessões semanais. A Mesa Diretora, sob Ibrahim Zaher (PSD), vetou a iniciativa sob o argumento de que isso geraria aumento nas despesas da Câmara.
Segundo o próprio, Adonias defende a ideia desde a época em que era líder comunitário e presidente da União das Associações de Moradores da Região Salmen (Unisal). Para ele, o aumento do número de sessões melhoraria a imagem do Legislativo com a opinião e permitiria uma maior participação popular.
A sugestão do vereador é que, ao invés de os vereadores se reunirem toda terça-feira de tarde para discutir a Ordem do Dia, eles ficariam reunidos durante toda a quarta-feira e realizariam sessões no período da manhã e tarde. "Nós viríamos para cá na quarta-feira pela manhã para debatermos os projetos e votaríamos eles no período da tarde, de forma que não geraria nenhum gasto extra. Defendo esse aumento até como uma forma de podermos debater melhor os projetos. Dessa forma, daria tempo de recebermos os projetos do Executivo, daria tempo de analisar os projetos dos vereadores e fazermos um debate de mais qualidade sobre as matérias em discussão. Não adianta aumentar o número de vereadores e cortar a fala deles. Assim não adianta", defendeu Adonias.
Ele ainda argumentou que esse aumento no tempo das sessões geraria economia para os cofres da Câmara, pois eliminaria a necessidade de tantas audiências públicas e sessões extraordinárias, que tem ocorrido em grande quantidade nos últimos dias. "Nós estamos tendo audiências públicas direto no período da noite. Pergunto: isso não gera despesa com energia elétrica? Não tem que ter funcionários aqui para nos auxiliarem?", questionou.
Um outro vereador que apoia a ideia é Olímpio Alvis (PR), que chegou inclusive a redigir um projeto modificando o Regimento Interno da Câmara para aumentar o número de sessões semanais, mas teve sua iniciativa barrada por contas de questões regimentais. "Essa é uma modificação regimental que tem que partir da Mesa Diretora. Por isso estamos aguardando a Mesa tomar consciência de que não haveria aumento de despesas e que dessa forma melhoraríamos o nosso conceito com a população e os eleitores", disse.
De seu lado, o presidente da Câmara, Ibrahim Zaher, afirma que ainda não deu tempo de dimensionar com precisão o impacto dos gastos com o aumento no número de vereadores, que até o ano passado eram 12 e agora são 21. Ele argumenta que além dos salários de vereadores e assessores, o Legislativo ainda terá que custear as despesas com novos gabinetes e telefones.