Insatisfação

Depois de três vezes assaltada, mulher pede socorro às autoridades

Sensação de insegurança faz com que vítima tenha dificuldades de continuar vida normal em Rondonópolis

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24 de Maio de 2016, 16h06

Depois de três vezes assaltada, mulher pede socorro às autoridades
Depois de três vezes assaltada, mulher pede socorro às autoridades

No fim tarde de ontem (23) a mineira de Uberlândia, Maria Cristina Santos, que é funcionária de um cartório na região central de Rondonópolis, foi vítima de mais um assalto. Desta vez, o suspeito entrou no estabelecimento, anunciou o crime, levou celulares além de R$300 reais.

Sugerindo estar armado, o homem de aproximadamente 20 anos, bem vestido, prendeu a vítima no banheiro e saiu do local como um cliente comum, porém Cristina diz que percebeu que o suspeito tinha apoio de comparsas.

Moradora de Rondonópolis há mais de 25 anos e visivelmente abalada, Cristina contou à equipe do GazetaMT como está enfrentando mais um episódio de assalto, ocorrido em pleno centro da cidade, mais uma vez em horário de trabalho.

"Depois de três assaltos é difícil voltar ao trabalho. É impossível levar uma vida normal depois disso. Agora que estava me livrando do medo, me acontece novamente", desabafa.

Emocionada, Cristina que tem receios de contar para a mãe de 80 anos sobre o assalto, é membro do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) e diz que toma todos os cuidados para evitar estar na mira dos bandidos, mas que a criminalidade está tomando grandes proporções, se tornando algo do cotidiano de quem trabalha no centro.

"Qualquer pessoa que esbarra na gente gera insegurança, certo pânico. Não sei se vão me fazer mal, tudo agora é encarado com o prisma do medo. Não dá para classificar pelo rosto qual a verdadeira intensão do outro", confessa.

A funcionária pede socorro às autoridades por mais segurança para a população e se diz insatisfeita com o sistema de segurança atual. Cristina diz que não pretende ir embora de Rondonópolis, pois acredita na polícia e na justiça, e principalmente na cidade de Rondonópolis.

"Todas as vezes que acontece algo difícil na cidade, a Polícia Militar decide trocar o comando. Não vejo isso com bons olhos. Quem comandar a cidade tem que criar raízes aqui, tem que amar Rondonópolis e fazer algo pensando na comunidade, transmitindo para as pessoas que está neste cargo para somar, e não está só para uma passagem. Não há sequência de trabalho e sempre estamos em constante vulnerabilidade", critica a vítima.