em Rondonópolis
Greve dos caminhoneiros ganha apoio de outras categorias
Em Mato Grosso já são registrados 25 pontos de protesto
24 de Maio de 2018, 09h33
A greve dos caminhoneiros continua e entra no quarto dia consecutivo nesta quinta-feira (24). Em Rondonópolis, os motoristas ganharam a adesão de outras categorias, como por exemplo, produtores rurais, motoristas de aplicativos e mototaxistas. Os efeitos da greve dos caminhoneiros já são sentidos e afetam postos de combustíveis, correios e o aeroporto.
Pontos de Protesto
Vinte e cinco pontos de protesto são registrados na manhã desta quinta-feira (24) no quarto dia de manifestação de caminhoneiros nas rodovias federais de Mato Grosso. Os protestos ocorrem na BR-070, BR-364, BR-163, BR-174 e BR-158.
Reivindicações
Os caminhoneiros pedem mudanças na política de reajuste dos combustíveis da Petrobras (medida que o governo refuta) e redução da carga tributária para o diesel (que está em negociação).
A nova política de reajustes, adotada pela Petrobras em julho do ano passado, é bem-vista por investidores por acompanhar o padrão adotado em outros países. Alterá-la agora seria interpretado como intervenção do governo na estatal.
Com essa nova política, os valores dos combustíveis sofrem alterações diárias que acompanham a cotação internacional do petróleo e a variação do câmbio.
Como o dólar e o preço do óleo tiveram repiques, o valor do diesel saltou. Em um mês, o litro do diesel na bomba subiu 4,9%, de R$ 3,42 para R$ 3,59, segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo).
Michel Temer
O presidente Michel Temer pediu na quarta-feira (23) aos caminhoneiros que eles deem uma trégua de três dias para as paralisações que atingem estradas em todo o país. "Eu pedi que nesta reunião se solicitasse uma espécie de trégua para que em dois, três dias no máximo nós possamos encontrar uma solução satisfatória para os brasileiros e para os caminhoneiros", disse.