Faça o que eu digo...

por Por José Antonio dos Santos Medeiros

24 de Junho de 2013, 09h29

Faça o que eu digo...
Faça o que eu digo...

José Antonio dos Santos MedeirosHá poucos dias  um jornalista  perguntou, se tenho alguma coisa pessoal contra o Senador Blairo Maggi ou se minhas críticas são  antecipação do pleito eleitoral de 2014 , nem uma coisa nem outra, Blairo resolvendo ser candidato pouca influencia tem no resultado do pleito, o que eu tenha dito ou deixado de dizer. Pessoal também não é, pois só o encontrei em poucas ocasiões e como diz o pensador, nada pode-se falar de um homem, só por se chamar Jacó.

                Por conselhos de amigos comuns e também pela posição política em que estou no momento, já havia decidido não  me manifestar mais sobre temas referentes ao senador, entretanto hoje ao ler os sites de notícias, vi um artigo assinado por ele, não aguentei, foi os  "0,20" centavos que faltavam.

                O Ex-governador em um artigo com o título "olhar para pequenas coisas"  desfiou um "rosário"  de  avaliações que fazem todo sentido e com as quais concordo em número  gênero e grau, dentre elas: " Não posso admitir que uma obra orçada em torno de R$ 697 milhões tenha seu valor final praticamente duplicado, como ocorreu em Brasília".

                Não tem nada de errado com o artigo, só com o autor, o senador não tem legitimidade para falar  sobre o tema da forma como falou,  a menos que o fizesse em tom de "mea-culpa" .

                Por causa de ações como as do governo Blairo é que o povo foi pras ruas, o que tem feito esta galera quebrar as vidraças, é a confiança traída, o sonho desfeito, a esperança perdida, neste quesito sua passagem em MT, foi imbatível.

                O governo Blairo, se revelou ao final, um dos mais enlameados e se, somado os valores dos escândalos, Maquinários,  Precatórios, Globaltech, Cartas de Créditos, Conta Única...entre outros,  o valor do estádio Mané Garrincha vira troco de picolé

                Hoje Blairo  falar em defesa da probidade ninguém ouve, pois o som dos escândalos de seu governo é mais alto que suas palavras, sem falar que para seu azar, o faturamento da Amaggi , subiu de 300 milhões para quase 5  bilhões de dólares, no período em que esteve no Paiaguás, um lucro exorbitante a cada ano, enquanto as outras tradings cresceram menos, coincidência, que evidentemente aumenta o "barulho".

                Numa outra vertente, o título do artigo é revelador do ponto de vista psicológico, pois quando governador, o que mais se ouvia era "governar no MACRO", parecia até mantra.

                Este artigo provavelmente tenha sido escrito por algum assessor, que zeloso, pretendeu de forma transversa apresentá-lo como, um semi-deus no Olimpo, julgando as trapalhadas cometidas pelos humanos falíveis no poder, mostrando condescendência com os "pecados" dos demais e se apresentando como Salvador para o caos.

                Porém, se o artigo foi ele quem escreveu, alguém de seu círculo, tem que ter a coragem de dizer à ele, que "Blairo 2013", não tem mais condições de dizer o quê "Blairo2002" dizia. Aquele verniz ele perdeu, foi corroído.

                Ao desconsiderar esta condição, o artigo se mostra cínico e soa como zombaria a inteligência do povo matogrossense .

José Antonio dos Santos Medeiros

1º suplente senado pelo PPS-MT