petismo
Vereador diz que apoia manifestações, mas teme golpe da direita
Ele se mostrou preocupado com a possível utilização política por adversários do governo do presidente Dilma Rousseff
24 de Junho de 2013, 18h10
O vereador petista Mauro Campos, que além de vereador é presidente municipal do Partido dos Trabalhadores (PT), repercutiu as manifestações que tem acontecido pelo País afora, as quais afirmou que apoia, mas se mostrou preocupado com a possível utilização política por adversários do governo do presidente Dilma Rousseff, a quem ele defende.
Os protestos, que tiveram origem em São Paulo, onde estudantes lutavam pela redução na tarifa do transporte coletivo, se espalharam por todo o País e incorporaram bandeiras genéricas como o fim da corrupção e da violência, além de outras mais específicas, como melhorias no transporte público, na saúde e na educação.
Para o vereador, que não fez referência à nenhum partido ou político em específico, existe o risco de, no afã de reivindicar seus direitos, os movimentos serem influenciados pela 'direita conservadora'. "Eu apoio e acho legítimo que as pessoas vão para as ruas mostrar a sua ansiedade e indignação, mas eu tenho uma certa preocupação com um golpe da direita para desestabilizar o governo do PT. Sei que existem setores da direita nacional que até hoje, mais de dez anos depois, ainda não se conformaram com a derrota para o PT e agora querem usar a revolta da população para voltar ao poder. Isso me deixa preocupado, pois sei que o povo quer andar para frente, e não retroceder à época em que as coisas eram piores que agora", pontuou.
Mauro Campos defende o governo Lula e Dilma e diz que há muita confusão misturada com pautas legítimas nos protestos. "O PT tem feito transformações no Brasil que já deveriam ter sido feitas há muito tempo, se não tivéssemos sido governados pela direita por quase 500 anos. Agora, tentam atribuir todos os problemas do País, alguns históricos e outros que nem são atribuição do Governo Federal, à presidenta Dilma. Querem cobrar todas as transformações do PT? Será que ninguém mais tem culpa nessa história? A quem interessa desestabilizar o governo do PT? Eu acho que as pessoas tem que refletir um pouco sobre isso, para não serem usados como massa de manobra", ponderou o petista.
Ele emenda afirmando que com a proximidade do ano eleitoral, em que será eleito o novo ou a nova governante da Nação, tem contaminado as manifestações. "É claro que esses protestos serão usados na campanha eleitoral do ano vem contra o PT e seus candidatos. Eleitoralmente falando, isso não é bom para nós, mas mesmo assim nós apoiamos e eu acredito piamente que o tempo dirá quem se preocupou em fazer o melhor para o Brasil e tirou milhões da pobreza', finalizou.