Plebiscito

Percival elogia Dilma e diz que melhor saída para a crise é 'ampliar a democracia'

Na semana passada o prefeito de Rondonópolis já havia sugerido a convocação de uma assembléia constituinte para superar a crise política.

por

24 de Junho de 2013, 19h27

Percival elogia Dilma e diz que melhor saída para a crise é 'ampliar a democracia'
Percival elogia Dilma e diz que melhor saída para a crise é 'ampliar a democracia'

Em mensagem publicada na última sexta-feira, prefeito sugeriu constituinte liderada por Joaquim Barbosa, do STF."Ela havia dado um passo atrás com o pronunciamento de sexta-feira (21), agora deu dois adiante". Assim o prefeito Percival Muniz reagiu à informação de que a presidente Dilma Rousseff propôs hoje (24) um plebiscito para decidir a convocação de um constituinte para fazer a Reforma Política. Na semana passada Muniz havia publicado em sua página pessoal no Facebook uma mensagem onde sugeria medida semelhante como forma de atender as reivindicações levadas às ruas por milhões de brasileiros.

A proposta de Muniz era mais ampla (veja quadro ao lado). Previa a convocação de uma assembleia constituinte, com representantes eleitos pelo povo e independente de filiação partidária. Ele também sugere que o mandato dos constituintes seja encerrado após a conclusão do trabalho e que a coordenação fique a cargo do ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal.

"Não vejo hoje outro brasileiro com mais credibilidade que o Joaquim Barbosa e continuo achando que o ideal seria aproveitar o momento para revisar toda a Constituição, garantindo reformas mais amplas e profundas. Mas o plebiscito proposto pela presidente já é um bom sinal", avaliou.

Crise Política
Na opinião de Percival Muniz, a decisão de priorizar a participação direta da população é o melhor caminho para superar a crise política no país.

"A nossa democracia é representativa. Na medida em que a população vai às ruas para dizer que não se sente representada pela classe política, instaura-se a crise. Há então duas saídas possíveis: a revolução ou ampliar ainda mais a prática democrática. A meu ver, esta segunda opção é a melhor para o Brasil. ", defendeu .

Apesar do otimismo com o resultado da primeira reunião promovida pela presidente Dilma, Percival alerta que o quadro ainda é preocupante e que engana-se quem imaginar que a crise poderá ser resolvida sem mudanças .

"Não adianta pensar que é possível enganar a população. Se não resolverem o problema agora, a revolta voltará com mais força", destacou.