eleições 2014
PR confirma Wellington ao senado e defende nome único de situacionistas ao governo
A afirmação é do presidente do diretório municipal do PR de Rondonópolis, o ex-vereador José Márcio Guedes
24 de Junho de 2014, 10h28
O Partido da República (PR) tem como certa a indicação do deputado federal de seis mandatos Wellington Fagundes para concorrer ao cargo de senador pela coalização governista capitaneada pelo próprio PR, além do PMDB e PT. A afirmação é do presidente do diretório municipal do PR de Rondonópolis, o ex-vereador José Márcio Guedes.
"O Wellington é o único candidato ao senado do grupo e isso já está definido. O que ainda precisa ser definido ainda é o nosso nome para o cargo de governador e vice, mas já temos definido que o PR participará da coligação majoritária indicando o candidato ao senado", informou.
Com a 'promoção' de Wellington, o republicano admite que haverá espaço para o lançamento de um outro nome para concorrer ao cargo de deputado federal na região sul, mas Zé Márcio afirma que a situação ainda não foi discutida na cúpula do PR. "Com certeza, alguém do partido disputará o cargo, até para não perdermos espaço político na região. O deputado (estadual) Sebastião Resende já havia colocado anteriormente o seu nome para federal, mas nós temos outros nomes, tanto entre os deputados quanto entre os vereadores da cidade, como o Hélio Pichioni e o Olímpio Alvis. Mas nós não temos pressa agora de definir isso, por que precisamos primeiro fechar a questão das candidaturas majoritárias", disse.
Zé Márcio, como é conhecido em Rondonópolis, também antecipou que seu partido defende que os pré-candidatos situacionistas, que são o petista Lúdio Cabral, o neo-peemedebista Julier Sebastião e os peessedista Chico Daltro, busquem entendimento e definam um nome único para a disputa de governador, pois no seu entender, apesar da liderança folgada do senador Pedro Taques (PDT) nas pesquisas se intenção e votos, o ideal seria os situacionistas optarem por um candidato único para o embate eleitoral.
"Na verdade, o que vemos hoje é que há uma grande fatia do eleitorado que não esta definido pelos candidatos colocados. O Pedro Taques está em campanha há pelo menos três anos e não passa dos 40%, fazendo campanha sozinho. Eu imagino que ele deveria ter pelo menos 60%, o que me leva a concluir que a maioria do eleitorado na verdade não quer o Taques como governador", analisou.
Ainda na avaliação do dirigente republicano, o senador pedetista é visto com reservas por grande parte do eleitorado e um candidato que contasse com o apoio de todos os partidos governistas poderia capitalizar os votos desses eleitores. "Um candidato nosso já arrancaria com a força de todos os partidos aliados e poderia servir como opção para esse eleitor que é anti-Taques e que espera uma definição nossa. Eu vejo que essa eleição está absolutamente indefinida, devido principalmente ao perfil personalista e individualista do nosso adversário. Ele é contra políticos do próprio grupo dele e contra classe política em geral. Questiono até quando isso vai ficar oculto da população, pois quando conhecerem melhor o perfil do Taques, acho que até parte dos que hoje defendem seu nome podem mudar", apontou.