Mobilidade Urbana

Vereadores irão fiscalizar obras paralisadas do VLT

O objetivo da fiscalização é de verificar in loco qual é a real situação das estruturas que já foram instaladas.

por De Cuiabá-Sabryna Carvalho

24 de Junho de 2019, 13h27

Vereadores irão fiscalizar obras paralisadas do VLT
Vereadores irão fiscalizar obras paralisadas do VLT

Paralisadas desde 2014, as obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), tem gerado muitas discussões, já que foram gastos mais de R$ 1Bilhão dos cofres públicos, e atualmente os trilhos e vagões do modal estão se deteriorando. Desta vez, são os vereadores de Cuiabá que irão realizar uma inspeção nos principais pontos da obra do VLT. A visita está marcada para a próxima quinta-feira (28), e o objetivo é de verificar in loco qual é a real situação das estruturas que já foram instaladas.

Os vereadores da Capital também convidaram os parlamentares de Várzea Grande, além de autoridades dos municípios, Estado, judiciário e Ministério Público para participar da vistoria. 

O presidente Câmara de Cuiabá, vereador Misael Galvão (PSB) classifica como vergonhosa uma obra ter consumido mais de R$ 1 bilhão dos cofres públicos e não ter sido concluída. "Vergonha! Só posso usar essa palavra para definir a situação de indefinição do VLT. A obra, que prometia revolucionar o transporte público, já consumiu R$ 1,066  bilhão dos cofres públicos e está parada desde dezembro de 2014. Veja bem: parado há mais de quatro anos", lamenta o parlamentar.

Recentemente o presidente e vice do Sistema Fecomércio/SesC/Senac-MT, José Wenceslau de Souza e Manoel Procópio, cobraram a retomada das obras do modal, alegando um grande prejuízo do comércio que funciona nas principais avenidas por onde passaria o VLT. Para Manoel Procópio, empresário que possui uma loja na região central de Cuiabá, a conclusão das obras vai trazer benefícios para as duas cidades. "Acreditamos que com as obras concluídas, várias empresas que ainda estão se reorganizando, devido as obras, terão o fluxo de clientes reestabelecido", explica Manoel.