Cachoeira

Depoimentos de Pagot e Silval Barbosa podem trazer elementos novos à CPI, diz Taques

Segundo o senador Pedro Taques (PDT), os integrantes da CPI querem toda a verdade sobre o esquema de corrupção do bicheiro Cachoeira

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24 de Julho de 2012, 16h14

Depoimentos de Pagot e Silval Barbosa podem trazer elementos novos à CPI, diz Taques
Depoimentos de Pagot e Silval Barbosa podem trazer elementos novos à CPI, diz Taques

Senador do PDT disse que CPI não vai 'proteger e nem perseguir' ninguémO senador Pedro Taques (PDT) não descarta a possibilidade de que mais lideranças políticas de Mato Grosso sejam convocadas para esclarecer indícios de envolvimento com o esquema de corrupção investigado na chamada 'CPI do Cachoeira'. Taques, que é um dos membros mais ativos da CPI, visitou Rondonópolis ontem e cumpriu uma extensa agenda de compromissos políticos e eleitorais.

Apesar do esforço de setores do governo e do PSDB em dificultar as investigações, o senador mato-grossense afirmou que há disposição para esclarecer todas as denúncias que já foram feitas ou que venham a ser formuladas pelos convocados a deporem na CPI. Ele foi um dos signatários do requerimento convocando o ex-presidente do DNIT, Luis Antonio Pagot, que promete revelar tudo o que sabe sobre a ação de Carlinhos Cachoeira e a empreiteira Delta em obras realizadas em Mato Grosso e outros Estados do País.

"O próprio Pagot manifestou o interesse em ser convocado pela CPI e deverá contribuir bastante com as investigações" acredita Taques.

Já a convocação do governador Silval Barbosa foi requerida pelo deputado federal Filipe Pereira (PSC-RJ) e só deverá ser votada após o recesso parlamentar. Silval foi citado várias vezes por Carlinhos Cachoeira em gravações telefônicas feitas pela Polícia Federal e deverá esclarecer também detalhes do contrato que o Estado mantém com a Delta para a locação de viaturas policiais.

Segundo o senador Pedro Taques, se esses dois depoimentos trouxerem informações apontando o envolvimento de mais políticos do Estado, a CPI poderá convocá-los.

"Todos nós na CPI queremos a verdade, sem transformá-la em instrumento de brigas e lutas partidárias. Aliás, é preciso esclarecer que a CPI é sim um instrumento político, mas não pode ser objeto de politicalha. Não há interesse em proteger e nem em perseguir ninguém", afirmou.

Visita

Pedro Taques disse que apoiará reivindicações do Sindicato Rural de RondonópolisDurante a visita realizada nesta segunda-feira a Rondonópolis, Pedro Taques esteve no Parque de Exposições, onde conversou com dirigentes do Sindicato Rural e também com representantes da subsede da Associação dos Docentes das UFMT. Ele prometeu apoiar as ações visando a construção de um novo acesso ao parque de Exposições e, na conversa com os professores, hipotecou apoio à greve da categoria e ao movimento pela criação da Universidade Federal de Rondonópolis.

A noite Taques, que é presidente da Comissão de Segurança do Senado da República, participou de um fórum organizado pela Associação dos Ministros Evangélicos e pelas entidades que integram a 'Rede Cidadã' - ONG que reúne várias entidades preocupadas com a Segurança Pública.

O senador ouviu propostas e defendeu uma participação maior dos cidadãos e mais atenção do Poder Público como forma de melhorar a segurança."Todos nós precisamos fazer nossa parte. O cidadão, por exemplo, deve manter seus terrenos limpos e trabahar para que os espaços urbanos sejam habitáveis e tranquilos. Mas não podemos esquecer que o Estado, muito mais que o município, tem atribuições importantes nesta área", afirmou.

A agenda de Pedro Taques em Rondonópolis foi encerrada com a participação no ato de lançamento da campanha da Coligação 'Força da Gente' - que tem o apoio do PDT.