Mais uma despesa

por JULLYANE SALDANHA

24 de Julho de 2015, 08h29

Mais uma despesa
Mais uma despesa

Tenho comentado, em várias oportunidades sobre o aumento de custos, tanto  das situações rotineiras, como das mais complexas. E, não poderia deixar de  alertar para mais um que se avizinha. Acontece que, nova regra do Conselho Nacional de Trânsito que foi publicada na segunda feira, dia 20, vem trazer certamente, um peso a mais para o nosso bolso. Trata-se dos simuladores de direção. O referido Conselho ( Contran) já havia decidido adotar os simuladores,  há cinco anos atrás, em função de um pacto na ONU para redução nas mortes em acidentes de trânsito, e esta situação veio sendo adiada até praticamente exaurir a ideia  em junho do ano passado.

Conversando com novos candidatos e pessoas que obtiveram sua habilitação recentemente, boa parte alega ser uma ideia positiva pois espera-se simular situações complexas como sair de uma situação de aquaplanagem,  por exemplo, antes de ir para a prática real. Mas como em qualquer situação, os opositores e que eu particularmente me incluo, até certo ponto, percebo que os modelos que existem no mercado são de alto custo e a sua obrigatoriedade certamente vai dificultar o acesso a carteira Nacional de Habilitação, pois estes custos serão totalmente repassados aos alunos. Outros ainda relataram tonturas e náuseas quando utilizaram o aparelho além de não estar comprovado sua eficiência no sentido pedagógico e de aplicabilidade real.

Conversando com alguns proprietários  de Centro de Formação de Condutores,em função desta pesquisa de preços que realizei; fiquei sabendo que os aparelhos disponíveis, custam em torno de R$40 mil reais e certamente, prezados leitores, que não basta apenas a aquisição do equipamento. Precisa-se de ajustes de espaço nas salas, com reformas nas instalações físicas, e um evidente um futuro consumo alterado de energia. As pesquisas apontam para a informação, que atualmente não se obtém uma habilitação em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, e Goiás, por menos de R$ 1500 reais e certamente o aumento calculado será de  algo em torno de R$ 500 reais. Atualmente Acre Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Sul estão utilizando aulas nos simuladores. Agora fica a dúvida.  Será que cinco horas a mais de estudo,(uma noturna), após o aluno ter feito o curso teórico, e antes de iniciar a prática as ruas, num aparelho que custa mais que um carro de passeio, vai realmente fazer o índice de acidentes diminuir?

 

 

 

*Jullyane Saldanha é especialista em Gestão de Pessoas