“DE DOER”
Ainda aliado ao governo Temer, Medeiros ataca aumento de impostos
Senador criticou elevação dos tributos sobre combustíveis em todo o Brasil
24 de Julho de 2017, 14h15
Vice-líder do Governo Temer no Senado, José Medeiros -PSD atacou e decisão do Planalto em elevar a alíquota de PIS e Cofins sobre os combustíveis, anunciada e implementada na última semana. Em entrevista à imprensa da capital do Estado, não fez questão de ser político e atuar em defesa.
"Essa é de doer, né? Isso aí é que nem bola de Rogério Ceni, no ângulo, não tem defesa", disse. Somado ao acréscimo no preço dos combustíveis, Temer e seu equipe bloquearam R$5,9 bilhões em gastos no orçamento federal, cortando na carne a verba de muitos setores. No Ensino Superior, houve corte no valor repassado ás universidades, destinados a projetos de pesquisa para iniciação científica e extensão, bem como auxílio a estudantes.
Na prática, a tributação sobre a gasolina subirá R$ 0,41 por litro, sobre o diesel subirá em R$ 0,21, enquanto o etanol subirá R$ 0,20 por litro. "Eu sempre torço o nariz, como todo o brasileiro. Temos que começar a pensar em diminuição de custos porque essa carga tributária ninguém aguenta mais. Ela já é uma das maiores do mundo", afirmou Medeiros.
Na justificativa do Governo, o aumento foi necessário pelo fracasso do programa de refinanciamento de grandes empresas com a Receita, além do rombo -de responsabilidade, diga-se, das mesmas corporações-. Questionado na última semana, Temer foi sucinto: "o povo brasileiro irá compreender".
De acordo com o Medeiros, a União precisa pensar em novas alternativas para não "penalizar" a população. "Realmente nós temos que deixar de ser escravos, de que a cada momento que se aumenta os gastos, mete-se a mão no bolso do contribuinte como se ele fosse uma botija de ouro infinita", disse.