Greve na Educação
Professores em greve passam a noite nas galerias da AL
24 de Julho de 2019, 09h36
Um grupo de dezenas de professores passaram a noite acampados no interior do prédio da Assembleia Legislativa (AL). Em greve desde o último dia 27 de maio, eles tentam forçar a abertura de negociações com o Governo do Estado para pôr fim ao movimento que já dura quase dois meses.
De acordo com os próprios grevistas, um grupo de 73 professores permaneceram acampados nas galerias da AL, enquanto outro grupo permaneceu acampado do lado de fora do prédio. O objetivo dos mesmos é forçar uma interferência mais enérgica por parte dos deputados junto ao Governo, para que este negocie com os grevistas, que exigem o cumprimento da lei estadual 510/2013, que prevê o aumento anual de 7,69% acima da inflação, como forma de dobrar o poder de compra dos salários dos trabalhadores até o ano de 2023.
De sua parte, o Governo tem argumentado que não pode atender a reivindicação dos professores por conta da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que limita em 54% da arrecadação os gastos com a folha de pagamento. Há a promessa de cumprir com o que determina alei 510/2013, mas somente quando as contas estaduais estiverem equilibradas.
Enquanto isso, centenas de milhares de estudantes permanecem sem aula, comprometendo o seu futuro. É mais do que justo as reivindicações dos professores, assim como é compreensível o posicionamento do Governo, que tem o dever de zelar pelas finanças do estado, mas essa greve já deu o que tinha que dar e é preciso que as partes tenham a maturidade de ceder um pouco e encontrar um ponto de consenso, ainda que não contemple tudo que desejam, de forma a possibilitar o retorno das aulas enquanto ainda há tempo de terminar o ano letivo ainda em 2019.
O Buxixo entende que as greves existem para forçar a abertura de negociações e, quando isso não ocorre, os grevistas precisam rever seu movimento. Da mesma forma, entendemos que o Governo precisa ceder um pouco, fazer uma proposta e, se preciso, promover um corte de despesas em outras áreas, pois não se pode sacrificar os estudantes dessa forma.
Vamos acompanhar...