indústria de alimentos

Anvisa aprova consulta pública para restrição da gordura trans na indústria

Novos requisitos e limites serão propostos para a composição dos alimentos.

por G1

24 de Julho de 2019, 15h10

Anvisa aprova consulta pública para restrição da gordura trans na indústria
Anvisa aprova consulta pública para restrição da gordura trans na indústria

 

 

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta terça-feira (23) uma nova consulta pública para restringir o uso de gordura trans na indústria de alimentos. A proposta quer a implementação gradual de novos limites dessas substâncias na composição dos produtos.

Segundo a agência, o projeto usou como base a análise de estudos científicos. Pesquisas mostram que o excesso de ácidos graxos trans (AGTs) na comida é responsável pelo desenvolvimento de problemas cardiovasculares. Estima-se que o consumo dessas substâncias tenha causado 18.576 mortes por doenças arteriais no Brasil em 2010.

 

A proposta

 

A consulta pública ficará aberta por 60 dias. A proposta é restringir, inicialmente, o teor de gordura total nos alimentos a 2% destinados ao consumidor final. O limite também seria implementado aos serviços de alimentação, como restaurantes, e teria um prazo de de 18 meses para execução.

Em um segundo momento, o uso de óleos e gorduras parcialmente hidrogenadas, outro tipo de ácido graxo trans industrial, seria totalmente banido do Brasil. A medida teria um prazo extra de 18 meses para adequação.

A Anvisa também propõe a elaboração de guias sobre opções tecnológicas para a substituição de óleos e gorduras e sobre as melhores práticas para a fritura de alimentos. Novas medidas regulatórias deverão complementar a proposta, como a criação de normas de rotulagem para lista de ingredientes e tabela nutricional.

Caso aprovada, a medida segue as recomendações da Organização Mundial da Saúde e da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), que pedem aos governos novas ações para restringir o ácido graxo trans industrial dos alimentos até 2023. O uso dessas substâncias já foram reduzido em 49 países.