CASO ISABELE

Advogado pede prisão de pai de adolescente que matou amiga com tiro na cabeça no Alphaville

O requerimento se baseia no fato do oficial de Justiça não ter encontrado a família em nenhum dos endereços apresentados.

por Daffiny Delgado, de Cuiabá

24 de Julho de 2020, 09h43

Imagem: Reprodução
Imagem: Reprodução

O advogado Hélio Nishiyama pediu na Justiça a prisão preventiva do empresário Marcelo Cestari, pai da adolescente que segurava a arma que disparou acidentalmente e matou uma amiga de 14 anos, no último dia 12, no condomínio Alphaville, em Cuiabá.

O pedido foi encaminhado ao juiz João Bosco Soares da Silva, da 10º Vara Criminal de Cuiabá, na quinta-feira (23).

O argumento utilizado pela defesa de Patrícia Ramos, mãe de Isabele Ramos, está na quebra de fiança por parte do acusado, uma vez que não foi localizado em nenhum dos endereços fornecidos à Justiça para intimação.

“A mudança de residência sem prévia autorização da autoridade judicial configura quebra de fiança”, diz trecho do documento.

Ainda no pedido, Nishiyama solicitou que o magistrado ente fazer a intimação em dois novos endereços do empresário, sendo, na empresa e na casa da mãe de Cestari.

“Sugere-se seja expedido novo mandado de intimação, a ser cumprido no endereço comercial do indiciado, bem como na residência de sua genitora, e, caso sejam infrutíferas tais diligências, requer-se seja decretada a quebra de fiança, bem como seja decretada a prisão preventiva, ou, em caráter subsidiário, seja impostas novas medidas cautelares”, disse a defesa em documento.

Fiança

Após a constatação da morte de Isabeli, policiais encontraram sete armas na casa do empresário. Na ocasião, ele foi preso por posse ilegal de arma de fogo, mas saiu após o pagamento de fiança de R$ 1 mil.

O valor, foi majorado para R$ 209 mil, e Cestari recorreu ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

Com isso, o desembargador Rondon Bassil Dower Filho suspendeu os efeitos da determinação de primeiro grau.

Após a determinação, o magistrado expediu mandado de intimação para que o empresário se manifestasse sobre o pedido do valor da fiança e demais pedidos contidos no feito. O que não ocorreu.

Relembre o caso

Isabele Guimarães Ramos, foi morta na noite de domingo (12), na residência de sua amiga, localizada no condomínio de luxo.

O disparo acidental atingiu a cabeça da adolescente, que morreu na hora.

Um laudo preliminar aponta que o tiro ocorreu a curta distância, o que confronta a hipótese de acidente.

As investigações do caso estão sendo conduzidas pela Delegacia Especializada de Direitos e Defesa da Criança e do Adolescente (Deddica) e a Delegacia Especializada do Adolescente (DEA).