Como vencer em um ambiente tão competitivo
24 de Setembro de 2012, 10h03
É impossível pensar em eleições, nos dias de hoje, sem pensar numa estrutura de marketing atuando em todos os segmentos do eleitorado.
Propaganda eleitoral deixou de ser apenas o ato de imprimir alguns milhares de folhetos coloridos e pichar os muros da cidade com o nome do candidato.
As campanhas eleitorais deixaram de ser intuitivas e se tornaram racionais, os palpites gratuitos cederam lugar à pesquisa; os temas principais, com determinadas palavras de ordem, aparentemente corretas, mas aleatórias, agora têm origem em slogans com conceito e estratégia. Enfim, a propaganda política deixou para trás o amadorismo para se tornar profissional.
Comparando com campanhas de produtos e serviços: de um lado está o produto/serviço; do outro, o mercado consumidor. Na campanha eleitoral, de um lado o candidato e do outro os eleitores.
Portanto, se algum dos lados se sentir frustrado, essa é a melhor prova de que não foi praticado o verdadeiro marketing. O que houve foi propaganda enganosa, que caracteriza exatamente o anti-marketing.
Uma coisa é certa, não existe eleição ganha. Tudo pode mudar, e normalmente muda. Também não existe candidatura autossuficiente. Eleição é um processo de profunda colaboração entre dirigentes partidários, candidatos, assessores internos e externos, militantes, colaboradores e profissionais de diferentes disciplinas. E tudo deve funcionar de forma integrada. Dinheiro é importante sim, mais não é tudo. Fartura de recursos financeiros, técnicos e operacionais não garantem o sucesso. O entusiasmo, o comprometimento, a crença, a paixão, o esmero e a vontade de superar desafios valem mais e podem mais.
A grande maioria dos eleitores é muito atenta e percebe rapidamente o menor traço de arrogância, prepotência ou soberba. Também identifica rapidamente quem fala a verdade, quem tem bons propósitos e quem inspira confiança.
É claro, como todo ser humano, o eleitor pode errar nessa análise. Mas ele está errando cada vez menos, acredite nisso. E finalmente, também aprendi que o marketing, por mais bem feito que seja, não é tudo em uma campanha e nem pode garantir a vitória de qualquer candidato. Porém, se não houver marketing ou ele for mal conduzido em uma campanha, provavelmente estará garantindo a derrota.