aumentos
Vereadores discutem desde ontem mudanças no IPTU e cobrança da Taxa do Lixo
O ponto mais polêmico da discussão é quanto á criação da Taxa do Lixo
24 de Setembro de 2013, 14h09
Os vereadores rondonopolitanos estão reunidos desde a manhã dessa segunda-feira, 23, para discutirem projetos do Executivo propondo mudanças na política tributária do Município, como a adequação da planta de valores e reajuste de taxas de serviços, além de novas alíquotas para a cobrança do IPTU e a criação da Taxa do Lixo.
De acordo com o vice-presidente da Câmara, Mauro Campos (PT), apesar do tempo reunidos debatendo os pormenores da questão, os vereadores ainda não encontraram um texto de consenso, mas todos concordam que a tarifação o menor possível para o contribuinte. "Nós temos procurado conhecer melhor os projetos e devem também ser apresentadas inúmeras emendas aos originais, mas essa é uma questão importante e que tem muito interesse popular envolvido. Com certeza, se precisar vamos avançar pelo horário da Ordem do Dia, nós vamos fazer isso, mas temos que debater o máximo possível, par esclarecermos as dúvidas e propormos o melhor projeto", informou.
Ainda segundo Campos, o ponto mais polêmico da discussão é quanto á criação da Taxa do Lixo. "No entender da maioria dos vereadores, essa taxa só poderia ser cobrada depois de a prefeitura se adequar à Política Nacional de Resíduos Sólidos e construir o seu aterro sanitário, com reaproveitamento dos materiais recicláveis. Mas o Executivo afirma que não tem recursos para construir o aterro e precisa do dinheiro da taxa justamente para fazer isso", disse.
Os projetos devem entrar na pauta de votação da Sessão Ordinária do Legislativo, que acontece as quartas-feiras, a partir de 13h30.
Fala do secretário
Em uma entrevista para uma emissora local de televisão, o secretário Municipal de Finanças, Jamílio Adozino, afirmou que o Município arrecada pouco com tributos e taxas municipais, comparativamente falando em relação a outros municípios do mesmo porte de Rondonópolis, como Dourados, no estado vizinho de Mato Grosso do Sul.
Com relação à taxa do lixo, o secretário afirmou que a prefeitura desembolsa cerca de R$ 600 mil mensalmente para custear a coleta de lixo da cidade, mas não recebe nada em troca da população.