VÃO EMBORA

Cidade de Pedra deve parar o serviço em 90 dias

Nenhuma empresa quer assumir transporte coletivo em Rondonópolis

por EMERSON DOURADO

25 de Janeiro de 2017, 18h30

Cidade de Pedra deve parar o serviço em 90 dias
Cidade de Pedra deve parar o serviço em 90 dias

No último dia 18 de janeiro, a empresa Cidade de Pedra, concessionária que explora o transporte coletivo na cidade, protocolou na prefeitura de Rondonópolis um pedido de devolução do serviço em um prazo máximo de 90 dias. O motivo alegado no documento seria a grave crise financeira que a empresa enfrenta, onde vem sofrendo prejuízo há pelo menos cinco anos.

Segundo informações repassadas pelo gerente geral da Cidade de Pedra, Paulo Sérgio da Silva, a empresa não suporta arcar com o déficit financeiro em operar em Rondonópolis. Paulo Sérgio exemplifica o tamanho do prejuízo em números. No ano passado o grupo empresarial dono da Cidade de Pedra teve que injetar cerca de R$ 1,7 mi, para fechar as contas, como pagamentos de funcionários e fornecedores. “Temos um pedido de reajuste da tarifa há mais de um ano, aprovado pelo Conselho Municipal de Trânsito e a prefeitura não concedeu. Nós da gerência local lamentamos que chegou neste ponto, mas não houve diálogo (prefeitura e câmara de vereadores) e nem preocupação com o transporte coletivo da cidade”, comentou.

Para piorar a situação, no certame da licitação para exploração do transporte coletivo na cidade não houve interessados, a própria Cidade de Pedra não entrou na disputa por conta, segundo Paulo Sérgio, do edital não ser atrativo e trazer várias exigências inviáveis de serem cumpridas. “A decisão da diretoria da empresa é essa, acho muito difícil que seja revertida, mas estamos abertos para conversar, caso o prefeito tenha uma solução”, resumiu Paulo Sérgio.

O contrato entre a Cidade de Pedra e o município está vencido há mais de um ano, o que na linguagem jurídica denomina-se em estado precário.