análise
Deputado Dilmar Dalbosco elogia Percival e diz que AL perderá grande deputado
"O Percival é um homem coerente e sábio. É um grande deputado e a Assembleia perde um grande deputado", disse o deputado
25 de Outubro de 2012, 16h42
O deputado estadual Dilmar Dalbosco (DEM) esteve recentemente em Rondonópolis, participando da audiência pública promovida pela Assembleia Legislativa para discutir a Lei da Pesca e conversou com a reportagem do site GazetaMT. Ele avaliou como positiva a eleição do deputado Percival Muniz (PPS) para a prefeitura de Rondonópolis, apesar de considerar o fato uma grande perda para a AL.
Dilmar, que é deputado de primeiro mandato e irmão do presidente regional do DEM em Mato Grosso, o ex-deputado Dilceu Dalbosco, se disse um admirador de Percival, em quem diz se espelhar. "O Percival é um homem coerente e sábio. É um grande deputado e a Assembleia perde um grande deputado. Ele participa de discussão e eu valorizo o deputado que vai até a tribuna e participa da discussão de matéria, principalmente quando envolve o Estado e o seu crescimento. Eu me espelho muito nele em minha atuação na Assembleia", afirmou.
Para ele, a experiência vai ajudar muito ao novo prefeito de Rondópolis. "Ele sabe todos os caminhos, tanto estaduais quanto federais, para buscar recursos para Rondonópolis. Tenho certeza que ele vai fazer uma administração diferente. Eu conversei com ele e sei que ele quer mudar a gestão pública da prefeitura, diminuindo secretarias. Esse é o novo modelo de gestão, que vai dar mais credibilidade ao serviço público e é a forma de ter mais rercursos para investir. Temos lutado por isso na Assembleia. Temos falado ao governador para diminuir o número de funcionários comissionados, diminuindo o dinheiro no apadrinhamento político e aumentando o dinheiro na saúde, educação, nos convênios", defendeu.
Sobre o fraco desempenho de seus candidatos no Estado, que contava com quinze prefeitos eleitos e só reelegeu onze, além da diminuição do número de vice-prefeitos e vereadores, que eram 230 e serão apenas 128 a partir de janeiro de 2013, o deputado avalia que isso se deva à falta de apoio por parte da direção do partido aos candidatos.
Parte da culpa Dilmar Dalbosco credita ao fato da esposa do senador Jayme Campos, Lucimar Campos, estar disputando a eleição em Várzea Grande, enquanto que o presidente regional da legenda disputava a aleição em Sinop, tendo ambos perdido suas respectivas eleições. "As lideranças maiores do DEM estavam compromissadas e eu, como deputado estadual, fiz o que me foi possível. Fui a 82 municípios durante a campanha eleitoral, tentando ajudar, mas faltou determinação da direção nacional. Faltou suporte. Não tínhamos condições alguma de oferecer qualquer coisa para os nossos candidatos. Por isso, o DEM saiu bastante ferido dessas eleições".
Ele avaliou ainda que a saída para conter o enfraquecimento da sigla seria a fusão com outras legendas, para atrair novas lideranças e voltar a crescer. Tempos atrás, a direção nacional do DEM chegou a cogitar a fusão com o PSDB, mas o intento não evoluiu por conta de configurações regionais dos tucanos, que impediram a união. "Agora buscamos entendimento com o PSD, que tem muitas pessoas que foram do DEM. Também mantemos conversas com o PTB e PPS", confidenciou Dilmar Dalbosco.
Uma grande vantagem da fusão de partidos é que fica permitido aos políticos detentores de mandato poderem se filiar no novo partido que surge após a fusão sem correr risco de perder o mandato.