Entrevista

Ananias diz que 'apenas' 473 serão demitidos e ameaça pedir prisão de empreiteiros em Rondonópolis

Em entrevista à afiliada do SBT, prefeito disse mais uma vez que não se responsabilizará pela prestação de contas de José Carlos do Pátio

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25 de Outubro de 2012, 16h14

Ananias diz que 'apenas' 473 serão demitidos e ameaça pedir prisão de empreiteiros em Rondonópolis
Ananias diz que 'apenas' 473 serão demitidos e ameaça pedir prisão de empreiteiros em Rondonópolis

O prefeito Ananias Filho (PR) negou nesta quinta-feira (25) que pretenda demitir 1,5 mil servidores municipais para fechar as contas de sua gestão. Em entrevista ao programa 'Revista da Cidade', da TV Rondon, ele alegou que são previstas 473 demissões - todas envolvendo servidores comissionados ou contratados sem concurso público. Durante a entrevista Ananias voltou a questionar as contas de seu antecessor, José Carlos do Pátio, e anunciou medidas visando forçar a retomada de obras públicas.

A questão das demissões tomou a maior parte da entrevista. Ananias Filho disse que está cumprindo a decisão judicial que proíbe a manutenção de servidores contratados sem concurso, mas reconheceu que os cortes visam também ajustar a prestação de contas da Prefeitura.

"Quero deixar a Prefeitura sem nenhuma dívida referente ao período da minha gestão. As demissões foram feitas após um amplo levantamento e não vão comprometer a prestação de serviços à população", afirmou.

O prefeito disse ainda que pretende realizar ainda neste ano um amplo concurso público para o preenchimento de mais de mil vagas. O projeto deverá ser encaminhado para à Câmara Municipal e a expectativa é de que as provas possam ser realizadas dentro de dois meses.

Sobre a prestação de conta, Ananias voltou a destacar que não se responsabilizará pelas dívidas e ações realizadas pelo ex-prefeito José Carlos do Pátio - cassado em maio deste ano por crime eleitoral. Apesar de não entrar em detalhes, o atual gestor admitiu que poderá haver problemas em relação as ações tomadas pelo seu antecessor.

"Não posso responder pelo que não pratiquei e nem ser responsabilizado pelas ações de outras pessoas. Minha gestão começou no dia 15 de maio e vai até 31 de dezembro e, assim como fiz na Câmara Municipal, asseguro que prestarei contas integralmente deste período", declarou.

Empreiteiras
Em outro ponto da entrevista Ananias Filho falou sobre as denúncias feitas pelo diretor geral do Sanear, Jean Lino, envolvendo empreiteiras que estariam se recusando a concluir obras já licitadas e em execução. O prefeito disse que deu prazo de 72 horas para que todas as obras sejam retomadas. Segundo ele, quem não cumprir a decisão será acionado e pode até terminar preso.

"Não vou rescindir nenhum contrato. Vou sim é cobrar as obras que já foram licitadas e têm um cronograma de execução a ser cumprido. A direção do Sanear está autorizada a notificar as empresas, o Ministério Público e até a pedir a prisão dos empresários que se recusarem a cumprir o que está previsto nos contratos", afirmou.