PLANTANDO ESPERANÇA

Parceria proteja na colheita de soja arrecadação de fundos para a Apor

Agrônomos e empresas do ramo firmaram acordo de plantio solidário para auxiliar custeio da entidade voluntária

por Robson Morais

25 de Outubro de 2017, 08h09

Parceria proteja na colheita de soja arrecadação de fundos para a Apor
Parceria proteja na colheita de soja arrecadação de fundos para a Apor

Foto interna e capa: Guilherme Silveira/Assessoria

A Associação dos Pacientes Oncológicos de Rondonópolis -Apor ganhou mais um reforço na luta contra o câncer. Parte do custeio estrutural e dos trabalhos desenvolvidos pela equipe conta agora com o projeto Plantando Esperança, fomentado por agrônomos em parceria com produtores rurais e empresas do ramo agrícola.

O projeto prevê a doação de parte da terra do produtor e todo o abastecimento das empresas com insumos no plantio de soja. Todo o dinheiro arrecadado com a venda dos grãos é então revertido para a Apor. Ao todo, a parceria já envolve 25 agrônomos e técnicos agrícolas, 18 produtores e 37 empresas, num total de 237 hectares de área para o plantio. "Começamos o projeto com uma estimativa de 50 hectares de terra destinado, iríamos fornecer apenas as sementes, não os químicos e fertilizantes. Felizmente, a ideia acabou evoluindo e hoje conseguimos repassar todo aporte necessário para o plantio ao produtor, graças ao envolvimento das empresas parcerias. Sabíamos que tanto os produtores quanto as empresas nos ajudariam e, assim, todo o projeto se tornou muito maior", comemora Paulo Lopes, agrônomo e um os idealizadores do Plantando Esperança.

A safra está prevista para depois de fevereiro de 2018. A expectativa do projeto é conseguir somente nesta fase entre R$650 e R$670 mil reais, depende do valor de venda na época da colheita. O valor será repassado à manutenção dos serviços oferecidos gratuitamente à população, bem como consolida a possibilidade de ampliação de frentes na luta contra os diversos tipos de câncer. A ideia, agora, é levar o Plantando Esperança adiante, pela próximas cinco safras.

"Saímos todos vitoriosos, parcerias como assim fundamentais. A Apor vive de doações e não tem outra fonte de renda, cada vez mais precisa de recurso. As demandas dos tratamentos só aumentam e nosso trabalho também é crescentes", diz Flávio Rocha, vice-presidente da Apor.