DHPP
Travesti é presa após matar garota de programa a pedradas
A vítima, de 43 anos, foi encontrada inconsciente em frente a um ginásio no Bairro CPA 3, por volta da meia-noite
25 de Outubro de 2018, 14h54
Uma travesti de 31 anos foi presa pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), nessa quinta-feira (25), em Cuiabá (MT), suspeita de matar uma garota de programa após desentendimento. A vítima, de 43 anos, foi encontrada inconsciente em frente a um ginásio no Bairro CPA 3, por volta da meia-noite.
Após ser acionada pela Polícia Militar, uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) constatou o óbito da mulher. Durante atendimento da ocorrência uma travesti que estava no local se apresentou como testemunha do crime. Ela apresentava as mãos sujas de sangue e justificou que havia tentado reanimar a vítima.
Com a chegada da equipe da Polícia Civil, a travesti começou a iniciar uma série de contradições. Ela disse que a vítima estava atendendo quatro clientes ao mesmo tempo, depois que era um apenas, etc. Também apresentou nome falso aos policiais e foi conduzida a delegacia para esclarecimentos.
Na unidade policial, ela foi identificada com o nome de registro de Adelmar de Carvalho Amorim. (Nome social: "Michele Latrocínia"). Ela possui ao menos seis passagens criminais, incluindo roubos, ameaças e um homicídio anterior.
Durante o procedimento de interrogatório, a travesti acabou confessando o crime e disse que apedrejou a vítima por desentendimento referente a compra de entorpecentes. Michele declarou que havia dado dinheiro para que a colega comprasse drogas para ambas, o que não veio a ocorrer.
A travesti foi autuada em flagrante pela delegada Jannira Laranjeira pelo crime de homicídio qualificado. Após os procedimentos de praxe na delegacia e recolha de material a ser periciado, Michele foi encaminhada para audiência de custódia, no Fórum da Capital.