Mais R$ 700 milhões na nossa conta
segundo jornal Estado de São Paulo manobra para fraudar projeto visava respaldar acordo entre governo estadual e federal
25 de Novembro de 2011, 18h35
Mais uma vez a Copa no Pantanal virou manchete nacional, depois das Land Rovers do 007, agora é a vez do sistema de mobilidade urbana. Com uma "forcinha" do ministério da cidades o governo estadual conseguiu a mudança de BRT (ônibus) para VLT (trilhos) e um aumento nos custos da obras de mobilidade em 700 milhões.

Segundo o jornal Estado de São Paulo apurou um documento foi forjado pela diretora de Mobilidade Urbana da pasta, com autorização do chefe de gabinete do ministro, Cássio Peixoto.
Entenda a manobra:
Com a fraude o governo estadual conseguiu subir o custo total para R$ 1,2 bilhão, Para tanto, a equipe do ministro "trabalhou"para derrubar o estudo interno de 16 páginas que alertava para os problemas de custo, dos prazos e da falta de estudos comparativos sobre as duas mobilidades de transporte. Numa tentativa de esconder a manobra, o "parecer técnico" favorável ficou com o mesmo número de páginas do parecer contrário e a mesma numeração oficial (nota 123/2011), e foi inserido a partir da folha 139 do processo, a página em que começava a primeira análise.
Em reunião com assessores na última segunda-feira, no sexto andar do Ministério das Cidades, a diretora de Mobilidade Urbana, Luiza Vianna, disse que a ordem para mudar o parecer partiu de Cássio Peixoto, braço direito de Negromonte, e Guilherme Ramalho, coordenador-geral de Infraestrutura da Copa de 2014 do Ministério do Planejamento. "Ambos me telefonaram", disse. O Estado teve acesso a uma gravação da reunião.