Eleições 2014

Fagundes considera normal proximidade com Muniz e diz que PR vai priorizar unidade

Presidente regional do PR disse que não há nada definido e que partido discutirá proposta de adesão ao bloco formado pela oposição

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25 de Novembro de 2013, 07h58

Fagundes considera normal proximidade com Muniz e diz que PR vai priorizar unidade
Fagundes considera normal proximidade com Muniz e diz que PR vai priorizar unidade

Wellington Fagundes participou do Congresso Reginal do PPS, juntamente com o senador Pedro Taques.O deputado federal e presidente regional do PR, Wellington Fagundes, falou com exclusividade ao site GazetaMT sobre a sugestão feita pelo prefeito Percival Muniz (PPS) para que ele seja o candidato a senador na chapa de oposição que deverá ser encabeçada pelo pedetista Pedro Taques. Fagundes e o PR ajudaram a eleger e integram a base de apoio ao governador Silval Barbosa (PMDB). No entanto, o parlamentar disse que a legenda tem conversado com vários partidos e em 2014 deverá optar por uma aliança que assegure a unidade interna.

A proposta de Muniz foi apresentada publicamente durante o congresso regional do PPS, realizado no último sábado (23) em Rondonópolis. O prefeito socialista, adversário histórico do republicano no município, defendeu a aliança com o PR como forma de ampliar o arco de alianças pró-Taques e facilitar a vitória da oposição no ano que vem.

"Para mim é importante começar recebendo o apoio do prefeito da minha cidade, que foi tradicionalmente nosso adversário político, mas que compreende que estamos querendo fazer um trabalho conjunto para melhorar a cidade", disse Wellington destacando que ainda não há compromisso, mas apenas a discussão de hipóteses.

O parlamentar republicano também minimizou eventuais efeitos negativos no diálogo com o PMDB por causa de sua proximidade com o PPS e demais partidos oposicionistas. Segundo ele, o próprio presidente do PMDB, o deputado federal Carlos Bezerra, tem conversado com outras legendas para discutir possíveis alianças.

Wellington também afirmou que o PR mantém as pré-candidaturas ao governo dele, do ex-prefeito Maurício Tonhá e também do senador Blairo Maggi - que continua afirmando não ter interesse na disputa.

Veja abaixo os principais pontos da entrevista concedida ao Gazeta MT.

GazetaMT - O senhor ficou surpreso com o convite público feito pelo prefeito Percival Muniz para que o PR se alie ao movimento 'Mato Grosso Muito Mais', com o senhor sendo o candidato a senador deste grupo oposicionaista?
Welington - Na verdade a gente vem conversando há algum tempo sobre isso. Não esperava que isso fosse tratado assim de forma tão aberta e cristalina. Mas acho que esse é o momento para a gente conversar mesmo. O Blairo também é uma figura importante dentro do partido e hoje desponta nas pesquisas, mas ele tem reiterado que não é candidato. Nós do PR gostaríamos que ele fosse o nosso candidato. Mas o partido tem também o Maurição (Tonhá) com uma candidatura posta como possibilidade. Foi homologado pelo pelo partido, assim como o meu nome. Mas nós temos que obedecer as instâncias, passar por cada degrau e conversar. Para mim é importante começar recebendo o apoio do prefeito da minha cidade, que foi tradicionalmente nosso adversário político, mas que compreende que estamos querendo fazer um trabalho conjunto para melhorar a cidade. Todos sabem que a minha característica sempre foi de buscar agregar após a eleição. Na eleição é normal a disputa, cada um fazer o seu discurso, mostrar o seu projeto para que a população julgue. Depois é juntar forças e trabalhar.

Para Fagundes, diálogo entre partidos é normal neste momentoGazetaMT - Na eleição passada o senhor acabou abrindo mão da disputa ao senado em favor do então governador Blairo Maggi (PR). Agora parte do PMDB defende que o governador Silval Barbosa se candidate ao senado, ocupando a vaga que nesse grupo todo mundo imaginava que seria naturalmente sua. Como está essa negociação? O senhor pode novamente abrir mão da disputa ao senado?
Wellington - O Blairo é o candidato natural do PR, até porque ele é o candidato com maior potencial. Mas ele tem reiterado para mim que eu buscasse o projeto que fosse mais conveniente tanto para a minha eleição, como para o partido. Mas acho que a a unidade sempre foi o ponto forte do PR. Se nós tivéssemos divergido na última eleição com certeza não teríamos conseguido eleger os dois deputados federais mais votados e também o próprio Blairo ao senado, e ainda elegemos o governador. O PT, por exemplo, acabou divergindo, brigando e os dois candidatos mais importantes deles perderam a eleição (Serys Shessarenko e Carlos Abicalil). Então acho que é importante continuarmos buscando a unidade do partido, porque nomes fortes nós temos e a responsabilidade é muito grande. Precisamos também reeleger o número de deputados estaduais e para isso precisamos fazer a composição que seja mais saudável, mais forte e que assegure a unidade do partido. Com isso vamos nos fortalecer.

GazetaMT - A presença do senhor no Congresso do PPS e a proximidade com o prefeito Percival Muniz pode de algum modo afetar o diálogo com o PMDB?
Wellington - Não. O próprio deputado Carlos Bezerra, presidente regional do PMDB, tem conversado muito Inclusive ele tinha marcado um jantar na minha casa em Brasília, para que pudéssemos conversar, PR, PMDB e o senador Pedro Taques do PDT. Então acho que neste momento é normal o diálogo. Temos que conversar mesmo até para saber o que cada um está pensando, para que possamos depois conversar internamente no partido. Esta vinda minha aqui (no Congresso do PPS) é pública, muito clara. Estamos conversando e agora vamos levar o que ouvimos aqui para o seio do partido.

 

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