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Taques evita assumir candidatura, mas afirma que tem um 'caminho para Mato Grosso'

Pedro Taques (PDT) disse que não vai 'fulanizar' o debate, mas confirma diálogo com partidos e realiza série de visitas aos municípios

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25 de Novembro de 2013, 17h07

Taques evita assumir candidatura, mas afirma que tem um 'caminho para Mato Grosso'
Taques evita assumir candidatura, mas afirma que tem um 'caminho para Mato Grosso'

Pedro Taques (PDT) diz quer discutir o futuro de MTAclamado pelas lideranças dos partidos de oposição como o candidato 'natural' ao governo do Estado em 2014, o senador Pedro Taques (PDT) ainda faz mistério. Na passagem por Rondonópolis no último fim de semana ele assumiu o comportamento de quem pretende entrar na disputa, mas  não declarou se será mesmo candidato e também evitou aprofundar as discussões sobre alianças e definição de possíveis nomes para as eleições do ano que vem.

No sábado (23) Pedro Taques se reuniu com os vereadores e a comissão executiva do PDT em Rondonópolis e também participou do Congresso Regional do PPS. Antes ele teve reuniões reservadas com o prefeito Percival Muniz (PPS), que sugeriu publicamente uma aliança com o Partido da República (PR) tendo o deputado federal Wellington Fagundes como candidato a senador na chapa que o grupo pretende lançar.

Em todas as situações o pedetista preferiu agir com cautela. Confirmou a presença de dois rondonopolitanos na executiva do PDT, que será eleita em congresso programado para o próximo sábado (30); mas não confirmou se o partido lançará candidatos proporcionais em Rondonópolis. Ele também evitou comentar diretamente a proposta feita por Muniz e desconversou quando indagado sobre sua própria candidatura ao governo.

"Sou candidato a ser um bom servidor para ajudar Mato Grosso", disse. Diante da insistência da imprensa, ele mais uma vez saiu pela tangente. "É possível que eu seja candidato a governador em 2014, porém, mais do que discutir nomes, neste momento prefiro discutir que Mato Grosso nós queremos".

Caminho
Mas, apesar da economia nas declarações à imprensa, a rotina e os discursos confirmam que Taques deverá estar na disputa em 2014. Ele revelou que na semana passada conversou com lideranças de 12 partidos - incluindo os aliados do Movimento Mato Grosso Muito Mais (PV, PPS e PSB), legendas de grande porte, como o Democratas e o PSDB, e também os nanicos PT do B e PSC, entre outros. "E olha que ainda tem gente que me acusa de não conversar, de não promover o diálogo com as forças políticas", ressalta ele rebatendo as acusações de quem questiona sua capacidade de articulação.

Outro indicador da disposição para a candidatura são as visitas aso municípios, que terão sequência nesta semana. Por onde passa, Taques evita fazer críticas diretas ao governador Silval Barbosa (PMDB), mas aponta questões que ele considera essenciais para o próximo governante.

"Precisamos de um Estado mais transparente, mais honesto - que não roube, não deixe roubar e responsabilize quem rouba. Um Estado que dialogue com a sociedade e também com os servidores, para que não tenhamos greves que duram 70 dias", alfineta, lembrando a recente paralisação na rede estadual de Educação.

O senador também defende que o próximo governo invista mais no que define como 'pós-logística', priorizando principalmente a qualificação para o mercado de trabalho. Segundo ele, dentro de quatro ou cinco anos o Estado terá solucionado os problemas das ferrovias e rodovias, e é preciso preparar a população para aproveitar as oportunidades.

"Eu tenho um caminho e quero convidar todos para essa caminhada, sem 'fulanizar' e buscando o melhor futuro para Mato Grosso", declarou.