Autonomia

Percival Muniz diz que não vai interferir na eleição do novo presidente da Câmara Municipal

Prefeito disse que gostaria de ver um aliado dirigindo a Câmara; mas destaca que não tem preferência e nem restrições a qualquer vereador

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25 de Novembro de 2014, 12h45

Percival Muniz diz que não vai interferir na eleição do novo presidente da Câmara Municipal
Percival Muniz diz que não vai interferir na eleição do novo presidente da Câmara Municipal

Percival disse que relação com a Câmara é respeitosa e tem ajudado o município a superar criseO prefeito Percival Muniz (PPS) descartou hoje (25) a possibilidade de interferir no processo de escolha da nova Mesa Diretora da Câmara Municipal de Rondonópolis. Segundo ele, o assunto cabe exclusivamente aos próprios vereadores e, seja qual for a decisão, buscará manter uma relação respeitosa e harmônica com o Poder Legislativo.

"Já tivemos conflitos, o que é natural; mas, no geral, o Executivo e o Legislativo têm uma atuação harmoniosa e quero manter isso. Não vou deixar que a eleição da mesa contamine essa relação, criando uma oposição que hoje não existe", disse Percival.

"Minha relação com o Legislativo é marcada pelo respeito e sempre em favor do desenvolvimento da cidade. Não encaminhei nenhum projeto que não seja para favorecer a população, o município, e todos foram aprovados. Tem momentos em que faltam votos dos vereadores que se elegeram comigo e isso é compensado pelo apoio daqueles que na eleição estavam em outras coligações".

Conforme Percival, a relação estabelecida com a Câmara Municipal foi fundamental para superar os problemas enfrentados na primeira metade de sua gestão. Além das dívidas herdadas, ele destaca que houve queda na arrecadação causada pelo desaquecimento da economia do País e, além disso, o bloqueio de repasses devidos pelo Governo do Estado.

"Todos os vereadores são conscientes que pegamos a Prefeitura numa situação difícil. Se a economia não tivesse sofrido essa crise e o Estado não tivesse bloqueado os recursos nós já teríamos saído dessa fase de 'arrumação da casa' há muito tempo. Aquilo que era para ser superado no primeiro ano tem se estendido neste segundo ano. A Câmara foi parceira nesse período todo e isso é muito bom para Rondonópolis", declarou.

Sem restrições
Mesmo ressaltando que não vai interferir no processo, Percival admite que gostaria de ver a Câmara dirigida por um vereador eleito por seu grupo ou que ainda não tenha vivido a experiência de presidir o Legislativo. .

"Acho que poderíamos ter uma espécie de rodízio, abrindo espaço para novas lideranças. Mas isso é só uma opinião de quem está distante e não tem direito a voto", pondera. "A decisão cabe a eles. Se escolherem o Aristóteles Cadidé (PDT), o Fábio Cardozo (PPS), o Milton Mutum (PSD) ou o Rodrigo da Zaeli (PSDB) será ótimo. Mas se optarem por outro nome também estará tudo bem. O fato é que, apesar de ter opiniões, não tenho nenhuma preferência por nomes para presidir um Poder que é autonômo", destaca.

Até o momento o favorito para vencer a eleição é o vereador Lourisvaldo Manoel de Oliveira, o Fulô (PMDB). Ele garante que já tem 12 dos 21 votos da Casa, o que seria suficiente para vencer o pleito marcado para o dia 20 de dezembro. Indagado sobre o assunto, Percival disse não ter nenhuma restrição ao peemedebista.

"Não tenho nada contra e já disse isso a ele. Aliás, o Fulô foi o presidente da Câmara nos dois últimos anos do meu mandato anterior e fizemos uma gestão muito boa, inclusive construímos a sede própria da Câmara. Então não vejo nenhuma dificuldade agora em tê-lo novamente à frente do Legislativo".

Na entrevista ao site Gazeta MT, Percival disse ainda que, seja qual for o resultado, a próxima Mesa Diretora da Câmara terá pela frente um cenário mais positivo.

"Já quitamos praticamente R$ 86 milhões de dívidas. Hoje o município tem todas as certidões e, daqui para frente, poderemos fazer um governo mais proativo, com obras relevantes para a população e uma expressiva melhoria na qualidade dos serviços públicos. Se neste primeiro biênio a relação com a Câmara foi marcada pela tolerância, paciência e colaboração; o próximo provavelmente será marcado pela comemoração dos resultados das medidas que tomamos no início", finalizou.