Efeito
Tocada por empreiteira envolvida no 'Petrolão', duplicação da BR-163 perde ritmo
25 de Novembro de 2014, 06h48
Pode ser só coincidência, pode ser que não. O caso é que muitos fornecedores de matéria-prima para a duplicação da BR-163/364 notaram mudanças no ritmo da obra - que está mais lento.
Há quem diga que a razão é a chegada do período chuvoso, que dificulta o trabalho. Mas há também quem veja aí um reflexo das investigações do esquema de corrupção na Petrobras.
Quase metade dos 850 quilômetros que serão duplicados está sob a responsabilidade da Rota do Oeste, empresa do grupo Odebrecht Transport - braço de uma das maiores empreiteiras do País que está envolvida até o pescoço no maior esquema de corrupção já visto no planeta.
Há quem diga que a Odebrecht pode ser alvo de uma devassa da Polícia Federal, o que explicaria a decisão de desacelerar obras tocadas com dinheiro público - entre elas a nossa rodovia.
Quem viver, verá.