Em pleno natal

TRF nega HC a empresário que tentou sumir com provas da "Ararath" GILSON NASSER

Os policiais não só recolheram os documentos, como levaram o caso ao delegado que comandou a operação

por GazetaMT

25 de Dezembro de 2015, 09h47

TRF nega HC a empresário que tentou sumir com provas da "Ararath" GILSON NASSER
TRF nega HC a empresário que tentou sumir com provas da "Ararath" GILSON NASSER

O desembargador federal Mário César Ribeiro, da 3ª Turma do Tribunal Regional Federal, negou, no último dia 18, habeas corpus ao empresário Celson Luiz Duarte Bezerra. O empresário foi preso na 8ª fase da "Operação Ararath", deflagrada no dia 25 de novembro.

Inicialmente, a Polícia Federal iria cumprir mandado de condução coercitiva contra Celson. Os policiais chegaram por volta das 6h30 em sua residência para cumprir o mandado.

No entanto, ao perceber que se tratava de policiais que tocaram a campainha, o empresário entregou a uma empregada uma mochila contendo documentos que poderiam incriminá-lo e outras. Ela foi orientada a sair pelos fundos da residência sem ser vista pelos agentes da Polícia Federal.

Contudo, alguns policiais haviam montado "campana" desde a madrugada nas proximidades da residência e viram a empregada deixando a residência pelos fundos com uma pasta e decidiram abordá-la. Interrogada, ela informou que estava saindo com a pasta contendo documentos a pedido do patrão.

Os policiais não só recolheram os documentos, como levaram o caso ao delegado que comandou a operação. Desta forma, foi determinado que Celson fosse encaminhado ao Centro de Ressocialização de Cuiabá, antigo presídio do Carumbé.

A ordem de prisão foi expedida pelo juiz federal Paulo Sodré, uma vez que o juiz que comanda a "Operação Ararath", Jeferson Schneider, está de férias. Os documentos recolhidos podem subsidiar novos desdobramentos da operação.

SUPOSTO LARANJA

A 8ª fase da "Operação Ararath" investigou o suposto uso de "laranjas" por parte do ex-secretário Eder Moraes, que estaria mantendo uma vida luxuosa apesar de estar com os bens bloqueados e não realizar nenhum movimentação financeira. Na ocasião, foram expedidos mandados de condução coercitiva contra o ex-secretário, sua esposa Laura Tereza da Costa Dias, e outras pessoas que "supostamente" estariam bancado os gastos da família Moraes Dias.

Entre os gastos estavam cartões de crédito acima de R$ 10 mil e conta de energia num condomínio de luxo nas imediações da MT-010 avaliada em R$ 5 mil. Ainda foi apurado que o ex-secretário estava pagando um jornalista para publicar matérias favoráveis num veículo de comunicação.

Eder voltou a ser preso na 10ª fase da "Operação Ararath" sob acusação de violar os termos de uso de tornozeleira eletrônica. Num prazo de 60 dias, foram 92 descumprimentos, entre eles de permanecer com o equipamento desligado por cerca de 4 horas.