Polícia Judiciária Civil
Mais de 400 foram presos por integrar organizações criminosas de roubos de veículos
São 114 presos a mais em relação a 2016, quando foram presos 295
25 de Dezembro de 2017, 07h49
Em média, um suspeito foi preso por dia, em ações investigativas e operacionais da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos Automotores (Derrfva), da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso, no ano de 2017. Foram efetuadas 409 prisões de criminosos (226 em flagrante e 183 por mandados) envolvidos em roubos, latrocínios, associação criminosa, furtos, receptação, adulteração, falsificação de documentos, entre outros delitos ligados a veículos e cargas. São 114 presos a mais em relação a 2016, quando foram presos 295.
Na Delegacia Especializada, cerca de 800 inquéritos policiais foram encaminhados à Justiça com indiciamento de mais 2 mil investigados. Entre os casos, estão quatro latrocínios esclarecidos, com os autores devidamente presos. Também foram concluídos 61 termos circunstanciados de ocorrências, de crimes de menor potencial ofensivo, e apreendidos 220 quilos de drogas, 41 armas de fogo, 261 munições e 384 veículos, recuperados nas ações da unidade.
O delegado Vitor Hugo Bruzulato Teixeira, titular da Especializada, comentou os dados. "Foi um ano bastante produtivo para a Polícia Civil e para a Delegacia. Esse número é considerado alto, fruto de um trabalho investigativo que resultou em diversas operações policiais deflagradas", disse.
Mesmo com flagrantes diários, a Delegacia não deixou de conduzir investigações que levaram a deflagração de operações, para desarticular organizações criminosas responsáveis por roubos e furtos de veículos e crimes subsequentes na região metropolitana, como o sequestro da empresária Milene Falcão Eubank, no dia 17 de novembro. A operação Ares Vermelho, em 17 de agosto, desmontou uma rede criminosa que roubou mais de 400 veículos em apenas três meses. A investigação resultou no cumprimento de 126 mandados judiciais, entre prisões, buscas e conduções coercitivas.
"Tiramos de circulação uma organização criminosa, que vinha praticando diversos roubos de veículos na região metropolitana, veículos estes que eram trocados por entorpecentes, drogas, armas e munições", destacou. "Além desse trabalho das organizações voltadas a roubos de veículos, também conseguimos apreender grandes quantidades de drogas, porque esses veículos eram trocados por entorpecentes. Apreendemos também um fuzil, fruto desse trabalho", declarou.
O grupo era liderado por quatro detentos da Penitenciária Central do Estado, que cooptavam jovens para prática reiterada de crimes patrimoniais majorados de roubos de veículos, que eram descaracterizados com a substituição, geralmente, de placas, e falsificação de documentos, para venda no mercado interno. Mais de 70 pessoas atuavam junto à organização, das quais 51 foram presas na operação. Sessenta e um integrantes foram indiciados.
Combate à Receptação
Operações de combate a receptação de peças de veículos roubados e desmanchados foram foco da fiscalização em 125 estabelecimentos comerciais, dos quais 17 pontos, considerados desmanches, foram fechados e 4 tiveram ordem judicial para manterem as portas fechadas por tempo indeterminado.