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Vereadores querem explicações sobre dívida da Coder

Eles querem um relatório detalhando credor, finalidade, valor inicial, valor corrigido, data em que foram contraídas e quem era o gestor

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25 de Março de 2013, 16h17

Vereadores querem explicações sobre dívida da Coder
Vereadores querem explicações sobre dívida da Coder

Os vereadores Thiago Silva (PMDB) e Mauro Campos (PT) apresentaram um requerimento conjunto em que solicitam ao prefeito Percival Muniz (PPS) e ao presidente da Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis (Coder), Ailton das Neves, informações sobre as dívidas fundadas e correntes da Companhia, que ultrapassam R$ 42,5 milhões. Eles querem um relatório detalhando credor, finalidade, valor inicial, valor corrigido, data em que foram contraídas e quem era o gestor à época em que foram originadas as dívidas.

'Nós vamos acompanhar e, em último caso, se não houver uma ação enérgica do MP e TCE, vamos analisar se abriremos ou não uma CPI', a firmou Mauro Campos - Foto Marcos Magalhães/GazetaMTSegundo o vereador Mauro Campos, o diretor administrativo e financeiro da Coder, José Cláudio de Mello, já esteve na Câmara e esclareceu para alguns vereadores que a dívida deriva principalmente de parcelamento de dívidas com o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), que não foram pagos em dia e geraram o aumento dos valores, que no final de 2008 giravam em torno de R$ 7 milhões.

"Como os parcelamentos não foram pagos em dia, isso gerou uma verdadeira bola de neve, aumentando muito rápido os valores da dívida. O diretor da Coder nos esclareceu que não se trata de desvio de dinheiro público ou algo parecido, mas mesmo assim caracteriza no mínimo um caso de improbidade administrativa, pois os valores recolhidos dos salários dos funcionários não foram pagos ao INSS", afirmou.

Mesmo assim, o vereador não vê motivos para requerer a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para averiguar o caso. "Quem deve tratar disso primeiro são o Ministério Público e o Tribunal de Contas, que são quem de direito deve acompanhar esses casos de improbidade, mas nós vamos acompanhar e, em último caso, se não houver uma ação enérgica por parte desses órgãos, vamos analisar se abriremos ou não uma CPI", afirmou.

Entenda melhor - A maior parte da dívida milionária da Coder é relacionada a direitos trabalhistas não recolhidos e já viria se arrastando há tempos, mas teria crescido muito nas administrações dos prefeitos Zé do Pátio (PMDB) e Ananias Filho (PR). Ao final do governo do Adilton (Sachetti) essa dívida já existia, mas era de mais ou menos R$ 7 milhões. Por conta da dívida, a empresa está sem certidões negativas de débitos, o que a impede de assinar contratos com a prefeitura e outros entes públicos.

O vereador petista diz entender que a atual administração terá que responsabilizar judicialmente as gestões anteriores, para que volte a contar com as certidões, que possibilitarão a celebração de novos contratos.