Onde estará o dinheiro?

Para Fulô criação da CPI da Travessia Urbana será inevitável

Contudo, mesmo inconclusa e com problemas, mais de R$ 43 milhões já foram pagos pelo Governo Federal e pela Prefeitura

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25 de Abril de 2012, 20h19

Para Fulô criação da CPI da Travessia Urbana será inevitável
Para Fulô criação da CPI da Travessia Urbana será inevitável

Fulô diz que prazo máximo para aguardar laudo é sexta-feira (Foto: Marcos Magalhães)O presidente da Comissão de Obras da Câmara Municipal, vereador Lourisvaldo Manoel de Oliveira, Fulô, (PMDB) declarou ao GazetaMT nesta quarta-feira (25) que a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar possíveis irregularidades na obra de travessia urbana de Rondonópolis é inevitável. Segundo o vereador, sexta-feira (27) é o último prazo da Câmara para que o laudo oficial sobre a qualidade do asfalto já concluído e liberado pela Prefeitura Municipal seja entregue aos vereadores.

"Se o laudo comprovar as irregularidades certamente abriremos a CPI. Caso não comprovem, a CPI também poderá ser aberta, já que foi verificado em loco pela Comissão que o asfalto apresenta problemas", afirmou Fulô.

Após denúncias da imprensa os vereadores decidiram visitar as obras e depois de verificar o estado do asfalto, que já apresentava rachaduras e esfarelamentos, solicitaram um laudo do Departamento Nacional de Trânsito (DNIT) um laudo sobre as obras já concluídas da travessia urbana.

A obra está orçada em aproximadamente de 54 milhões de reais, sendo 90% pagos pelo Governo Federal (por meio do DNIT) e os 10% restantes pela prefeitura - que também tem a responsabilidade de acompanhar a execução e autorizar os pagamentos.

A obra foi licitada em 2008, iniciada no ano seguinte e arrasta-se desde então com constantes paralisações. O último cronograma apontava a conclusão para setembro deste ano, mas o trabalho voltou a ser paralisado em fevereiro e todos os prazos terão de ser revistos.

Contudo, mesmo inconclusa e com problemas, mais de R$ 43 milhões já foram pagos. O último trecho da obra foi liberado pela Prefeitura em dezembro após vistoria feita pela mesma. Com a liberação para a trafegabilidade outros R$ 14 milhões foram pagos pelo Governo Federal e pela Prefeitura à empresa Objetiva, responsável pela realização das obras.