panos quentes
Jailton enaltece promessas feita durante visita de ministro e descarta CEI
'Temos que ver de agora para frente', disse o vereador, descartando investigação de irregularidades
25 de Abril de 2013, 09h20
O vereador Jailton do Pesque Pague (PDT), que é presidente da Comissão de Obras da Câmara, se mostrou contente com as promessas feitas pelo ministro César Borges, dos Transportes, e pelo governador Silval Barbosa (PMDB), durante a solenidade em que o ministro assinou o contrato para a duplicação da BR 364, no trecho que vai de Rondonópolis até Jaciara e descartou a possibilidade de os vereadores constituírem uma Comissão Especial de Investigação (CEI) para apurar as irregularidades na obra de duplicação da travessia urbana das BRs 163/364. Para ele, o ato marcou um dos momentos mais importantes da história do Município.
"Eu acho que esse foi um dos momentos mais marcantes para Rondonópolis, pois a cidade está um caos. A cidade que tem a maior concentração de carretas e de empresas de transporte e, no momento em que recebemos a promessa do ministro de que ele vai duplicar esse trecho crítico (da BR 364) que vai até Jaciara, quando ele diz que vai terminar a obra inacabada da travessia urbana e duplicar o trecho que vai da cidade até o terminal da Ferronorte, que vai resolver todos esses problemas, eu acho que esse é um dos momentos mais marcantes para nossa cidade, principalmente para nós vereadores, que lutamos por melhorias para a sociedade", disse, visivelmente empolgado com as promessas.
O vereador usou o mesmo tom de euforia para enalteceu a fala do governador, que prometeu dar às obras de asfaltamento da MT 040, entre o município de Fátima de São Lourenço até Cuiabá, o que permitiria que a rodovia fosse usada como vias pelos motoristas, principalmente de carros de passeio. "Isso vai resolver o problema para quem tem que trafegar nesse trecho", opinou.
Sobre a possibilidade de retomar a discussão sobre a possibilidade de constituir uma Comissão de vereadores para investigar as irregularidades ocorridas na obra de duplicação dos 13 quilômetros da travessia urbana das BRs 163/364, fato esse alardeado pelo general da reserva Jorge Fraxe, presidente nacional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT), Jailton foi taxativo e defendeu que se colocasse panos quentes na questão. "Isso é tudo especulação, para Rondonópolis uma CEI não resolveria mais nada. Eu acho que o passado já foi. O grande problema hoje é entre a Objetiva (empresa que ganhou a licitação para executar a obra) e as empresas que ela deve. Para a prefeitura e o DNIT, o caso já está quase que resolvido. Há uma diferença mínima, mas que o prefeito tem que resolver. Temos que ver de agora para frente e ver a nossa cidade promissora e que está sempre em crescimento e tocar a bola para frente", finalizou.
Em tempo - Apesar das declarações do vereador de que a situação da obra da travessia urbana não contém nenhuma irregularidade que mereça ser investigada pelos vereadores, ele declarou ainda não ter recebido o relatório do DNIT que embasaria suas declarações.