Diálogo Aberto

Câmara Fiscal reforça diálogo e trabalha proposta para início de junho

Apenas no ano de 2015, 102 reuniões já foram realizadas com os sindicatos que representam os servidores estaduais

por GazetaMT

25 de Maio de 2016, 12h00

Câmara Fiscal reforça diálogo e trabalha proposta para início de junho
Câmara Fiscal reforça diálogo e trabalha proposta para início de junho

A Câmara Fiscal do Governo de Mato Grosso, formada por servidores efetivos das secretarias de Gestão, Fazenda, Controladoria Geral do Estado, Planejamento e Casa Civil, reforçou à imprensa nesta terça-feira (24.05), durante coletiva, que o diálogo está aberto com os sindicatos que representam as 27 carreiras de servidores estaduais e que uma proposta para pagamento do Reajuste Geral Anual (RGA) será feita no início de junho.

A Câmara Fiscal é um órgão de assessoramento do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (Condes) e é responsável por analisar todos os cenários financeiros com o objetivo de manter o equilíbrio fiscal do Estado.

Os membros da Câmara esclareceram a atual situação fiscal do Executivo, o que resultou no não pagamento do RGA no mês de maio, conforme previsto pela lei. Um dos principais pontos é o fato de o Estado estar acima do limite legal de despesa com pessoal, previsto em 49% da Receita Corrente Líquida, segundo a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

"Há requisitos para que o RGA seja pago e um deles é estar dentro do limite prudencial previsto pela LRF, que é de 46,5%. Nós estamos acima do limite legal, de 49%, desde o início de 2015 e várias medidas estão sendo tomadas para que voltemos a este patamar, pagando o RGA o mais breve possível", explicou o secretário interino de Planejamento, José Bussiki Figueiredo, servidor de carreira de Mato Grosso e membro da Câmara Fiscal.

Outro ponto de discussão foi o comportamento da Receita Corrente Líquida nos últimos nove anos no Estado, assim como da Despesa de Pessoal. A Receita Corrente cresceu cerca de 7% em 2015, em relação a 2014. Já a despesa de pessoal cresceu ainda mais, em aproximadamente 15%. "Nos últimos anos, de 2007 a 2015 especificamente, a despesa de pessoal cresceu 230% e a receita corrente cresceu apenas 156%. Essa curva ao longo do tempo promove o evento que está acontecendo hoje, o estouro do limite", explicou Bussiki.

"O trabalho da Câmara Fiscal é levar o Estado de volta aos trilhos, em um crescimento fiscal sustentável, que alcance o equilíbrio. Não podemos ser irresponsáveis e esperamos o mesmo dos servidores. Pedimos que eles não entrem em greve, pois isso privaria a sociedade dos serviços públicos e privaria o Estado de arrecadação", pediu o secretário de Planejamento.

O secretário de Gestão, Julio Modesto, participou da explanação sobre o RGA à imprensa e chamou a atenção para o diálogo com o Fórum Sindical, que sempre esteve e continua aberto com o Governo do Estado.

"Só no ano de 2015 nós realizamos 102 reuniões com os sindicatos que representam os servidores de Mato Grosso. Eles conhecem todos os dados financeiros da Executivo e sabem que, se pagarmos o RGA neste momento, enfrentaremos o risco iminente de atrasar os salários, que é inadmissível para esta gestão", afirmou.