POR MATO GROSSO

Encontro de Maggi e Medeiros contrapõe "chá de sumiço" de alguns parlamentares do Estado

por GazetaMT

25 de Maio de 2016, 12h38

Encontro de Maggi e Medeiros contrapõe "chá de sumiço" de alguns parlamentares do Estado
Encontro de Maggi e Medeiros contrapõe "chá de sumiço" de alguns parlamentares do Estado

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), passou a semana recebendo lideranças de representatividade política dos mais diversos Estados do Brasil em seu gabinete. O primeiro a se reunir com o empossado pelo presidente interino Michel Temer (PMDB) foi o senador por Mato Grosso, José Medeiros (PSD).

Volta e meia, esta coluna dedica espaço tanto para o ministro quanto para o senador, e há uma razão para isso: até que se mostre o contrário, ambos seguem trabalhando por Mato Grosso, é o que se espera de todo representante. Quisera os demais parlamentares deste Estado estarem no mesmo ritmo.

No caso de Maggi, sua recente nomeação o elevou a um patamar de altíssima responsabilidade. Se enquanto senador seus embates ambientais e posicionamentos relacionados à matéria era tidos como polêmicos estopins de grandes e efusivas discussões, neste novo cargo cada palavra dobra de peso. Desde o primeiro dia, Maggi tem buscado ouvir, debater, esclarecer e até reavaliar posturas.

Em seu encontro mais recente, o ministro se reuniu com o também empossado na atual gestão da República Zequinha Sarney (Meio Ambiente). Em pauta a prorrogação do Cadastro Ambiental Rural e o licenciamento ambiental, hoje matéria de extremo embate por conta de possíveis brechas que beneficiariam empresas em detrimento à Terra. Antes disso, Maggi se posicionou em defesa dos incentivos privados em prol do desenvolvimento do campo, o que pode desafogar o caixa público. De certo, pode.

Quanto ao senador José Medeiros, incentivos à infraestrutura no Estado foram pauta no encontro com Maggi. Apresentou ao ministro demandas de algumas cidades mato-grossenses como Guiratinga, Nova Ubiratã, Rosário do Oeste, Rondonópolis e Juara. O senador e o ministro também discutiram a crise econômica que vem afetando o setor industrial.

Quanto ao rumo das conversas e sua transformação em ações efetivas que beneficiem os municípios, ainda é cedo para avaliar. Importante, neste momento, é frisar que em meio a uma crise política e instabilidade ainda não resolvidas, há quem já pense no futuro, pense na solução. Sem imediatismo, a melhor estratégia é mesmo se programar.

Sem alarde, anúncio ou falso mérito.  Há de se acompanhar com alegria o empenho.