UBER X TAXIS
Aplicativo é visto como ameaça pelos taxistas
Categoria busca na Câmara apoio para que a cidade não aceite o serviço
25 de Maio de 2017, 09h52
Representantes do Sindicato dos taxistas de Rondonópolis solicitaram oficialmente o apoio dos vereadores, durante a sessão desta quarta-feira, 24, para que o serviço de transporte de passageiros por meio do aplicativo Uber seja regulamentado antes de iniciar as atividades na cidade.
Recentemente o vereador João Mototaxi (PSL) apresentou um projeto na Câmara para impedir a prestação do serviço via aplicativo. A proposta foi rejeitada, em função de não ter embasamento legal. "O projeto está sendo reestudado e vamos propor mudanças para que possa ser votado na Casa", argumenta o vereador João.
A proposta do Sindicato e da Câmara é para que o serviço via aplicativo seja regulamentado. "Nós pagamos impostos, somos fiscalizados e temos regras para cumprir na execução dos serviços. Queremos que o Uber também tenha", desabafa o presidente do Sindicato, Benedito Vieira.
Os vereadores ponderaram sobre a questão do impedimento de uso do aplicativo, o que na verdade já funciona em muitas cidades brasileiras. A questão é que existe um projeto que já foi aprovado pela Câmara Federal e aguarda o parecer do Senado para que o aplicativo que facilita a vida dos passageiros seja regulamentado.
A maioria dos vereadores se posicionou sobre a matéria e mesmo alguns não acreditando no sucesso do serviço, já que em Rondonópolis os taxistas e mototaxistas já passam por dificuldades pelo baixo número de passageiros, se propuseram a discutir e melhorar o projeto do colega João e criar uma legislação para gerir o Uber na cidade.
Os representantes do Sindicato, lembraram que recentemente houve uma luta da categoria para regularizar a situação dos taxistas 'clandestinos' que vinham de Pedra Preta para trabalhar aqui na cidade. "Temos de alertar as autoridades quanto à ilegalidade do serviço e a população quanto aos riscos que corre ao contratar um serviço sem legislação, sem controle e, na verdade, sem nem saber com quem está lidando na hora de chamar um carro de aluguel. Além disso é concorrência desleal, já que nó pagamos taxas, contribuímos e somos tributados e controlados pelo Município", disse o presidente do Sindicato, Benedito Vieira.