PRISÃO DECRETADA

Empresário tortura ex com barra de ferro por 4 horas em MT

Jhonatan Galbiatti Mira, de 26 anos, teve a prisão decretada após espancar a ex-namorada com uma barra de ferro numa "sessão de tortura" que durou cerca de quatro horas, em Primavera do Leste

por Redação

25 de Maio de 2021, 16h20

Reprodução
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Jhonatan Galbiatti Mira, de 26 anos, teve a prisão decretada após espancar a ex-namorada com uma barra de ferro numa "sessão de tortura" que durou cerca de quatro horas, em Primavera do Leste - MT. A decisão é do juiz da 2ª Vara Criminal de Primavera do Leste, Roger Augusto Bim Donega. 

Os dois terminaram o namoro em setembro de 2020 e desde o fim não teriam mantido contato. Porém, há duas semanas os voltaram a se falar e se encontrar.

De acordo com informações, no dia 19 de maio, a jovem foi convidada pelo ex para ir até a sua casa para jantar. Ambos tomaram vinhos e jantaram tranquilamente. No entanto, em certo momento na madrugada,  Jonathan teria pego o celular da vítima e exigiu que ela passasse a senha do aparelho. O acusado, então, passou a ver suas mensagens nas redes sociais, tendo uma crise de ciúmes.

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Conforme a vítima relatou à Polícia Civil, todas vezes que o celular bloqueava, ela era espancada e obrigada a passar a senha novamente. Ela foi agredida várias vezes na cabeça, mãos e olhos, durante 4 horas. 

Além de ser agredida fisicamente, a jovem também era xingada de “vagabunda e mentirosa”. A jovem apresentou sangramento na orelha e chegou a ficar inconsciente.

O relacionamento com o acusado durou seis anos e foi marcada pelo comportamento agressivo e descontrolado do ex-namorado. Há relatos de que a vítima sofria agressões verbais e vias de fato durante o relacionamento.

Segundo Ministério Público, o jovem não tinha controle emocional. "Denota-se dos autos, que a vítima manteve relacionamento abusivo com o representado, marcado pelo comportamento agressivo, destemperado e descontrolado do ex-namorado; há relatos de sérias altercações, agressões verbais e vias de fato durante o relacionamento; ao que consta o autor da violência era (é) extremamente ciumento e possessivo e buscava controlar, intimidar e submeter a vítima às suas vontades. Há relatos que durante discussões, o representado quebrava objetos em razão de seu descontrole", cita.

Em sua decisão, o juiz destaca que o agressor ameaçava a vítima e constantemente a agredia. "Vale mencionar que em análise dos autos, denota-se que não é a primeira vez que o acusado foi/é agressivo com a vítima, tendo o mesmo até mandado mensagens para o genitor da mesma dizendo: “eu vou acabar matando a filha de vocês”, sendo, portanto, contumaz em práticas de crimes que envolvem o âmbito doméstico e familiar, demonstrando que o representado continua de forma agressiva a vilipendiar a integridade física e psíquica de suas companheiras, em total desrespeito à condição do gênero feminino", comenta.