A sexualidade na história

por Por Alecio Borges

25 de Junho de 2012, 11h03

A sexualidade na história
A sexualidade na história

Alecio Borges, pós graduando em SociologiaNo decorrer da história humana, por muitas vezes, tanto o sexo quanto o amor foi explicado pela mitologia, através de ficção e senso comum. Nisso, ficou no "prejuízo" o sexo feminino, e em vantagens ficou o homem, que quanto mais fica, mais é o garanhão. Já a mulher se fica... Bom, nem preciso falar.

Verídico é que o sexo por muito tempo não foi visto, no feminino, como algo de prazer, e sim de medo... Medo de ficar difamada; e com isso não se sentia segura e, logo, o sexo, por vezes, era para a mulher algo desconfortável e desprazeroso.

Isso é uma lastima, pois o que deveria ser gostoso para ambos, tornava-se desfavorável... Por longas gerações as moças tinham medo de não saber controlar a sua sexualidade, e nisso, por ser uma cultura patriarcal, reprimiam-se as moças. E muitas quando se davam ao homem, faziam com sentimento de culpa, e de inadequação.

Já nos dias em que estamos, por mais que os jovens se tem muito falado acerca de sexo, infelizmente, até agora não se emancipou a sexualidade da mulher igual a do homem. Ela ainda está em desvantagens.

Conforme a:

"[...] Assertiva de Souza (1996), a qual refere que a sexualidade dos jovens não difere muito daquela das gerações passadas. Sob nossa ótica, existe um "faz de conta" que tudo mudou; no entanto, os depoimentos indicam que ainda persistem desigualdades, preconceitos, tabus, estereótipos e restrições, e quem mais sofre com isso são as mulheres. A secular herança patriarcal se fez presente neste estudo, por meio da exteriorização de antigos estereótipos, o que fez com que as questões de gênero fossem evidenciadas. (SOUZA, apud, FONSECA, 2004, p. 255)".

Mas tudo isso é devido o contexto histórico machista, como diz Chauí em seu livro "Repressão Sexual essa nossa (des) conhecida" (p. 25) usa o termo falocrata (phalo = pênis; krathós = poder), que para a psicanálise a sociedade ocidental judaico-cristã é patriarcal. Através disso podemos compreender o porquê que o homem tem mais vantagens...

Pois não é a toa que o francês Rousseau, concernente aos sexos, diz que "um deve ser ativo, o outro passivo e fraco". Por ser um fino machista, ele acrescenta: "A mulher é feita para agradar e ser subjugada".

Mas antes de Rousseau, surgiu um grande filósofo grego, Aristóteles que compreendia a mulher como um homem imperfeito. Já Tomás de Aquino, concebia a mulher como um ser inferior, ou "qualquer coisa de defeituoso". Mas mais audacioso ainda é Proudhon ao afirmar que "a mulher é um meio termo entre o homem e o macaco". 

Tudo isso são pensamentos destrutíveis, mas que permaneceram por longas gerações, tais como: "a mulher é escrava e o homem é livre": Montherlant segue esse pensamento: "A mulher é feita para o homem, o homem é feito para a vida". Em outras palavras, a mulher veio para servir... Kierkegaard costumava dizer "que desgraça é ser mulher!"; e, para Schopenhauer, a mulher "é um animal de cabelos compridos e idéias curtas".

Talvez hoje achamos um absurdo essas atitudes, pensamentos, mas ainda encontramos, embora possa ser raro, pessoas (homens) que concordam com essas afirmações.

Para refletir:

Podemos dizer que no decorrer dos séculos, a história pouco contribuiu para a mulher. Mas, seria então a história machista?

Há diferença entre homem e mulher? E aos olhos de Deus Pai Celestial, há supremacia de sexo? 

 

 

Refências Bibliograficas:

 FONSECA, Adriana Dora da. A concepção de sexualidade na vivência de jovens: bases para o cuidado de enfermagem. Tese (Doutorado em Enfermagem) - Faculdade de Enfermagem, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis. 2004.