Sucessão
Ananias prevê cenário com quatro candidatos e diz que não influenciará escolha do vice
Ananias acredita que vai disputar reeleição com Percival Muniz (PPS), Rogério Salles (PSDB) e Juca Lemos (PT)
25 de Junho de 2012, 05h00
O prefeito Ananias Filho (PR) está confiante na indicação do nome dele pelo Fórum Suprapartidário para disputar a reeleição e acredita num cenário com quatro postulantes na corrida pela sucessão municipal em outubro. O prazo para as convenções partidárias termina no próximo sábado (30) e, para Ananias, quanto mais candidatos houver melhor será a campanha.
"Não digo isso nem por questões eleitorais. Acho que uma campanha com apena dois candidatos fica pobre e é menos democrática. A discussão fica pessoal e isso não é bom para a cidade. Com mais candidatos o debate fica mais amplo, com mais temas e focado no que realmente interessa à sociedade", avalia Ananias.
Depois da desistência dos deputados Nininho e Sebastião Rezende, Ananias Filho passou a ser o nome oficial do PR entre os pré-candidatos avaliados pelo Fórum Suparapartidário - que é liderado pelo próprio PR, pelo PMDB e e tem também quase uma dezena de outros partidos. A decisão do Fórum deve sair até quarta-feira e Ananias acredita que será o escolhido.
Os outros postulantes, na opinião de Ananias, serão o ex-vereador Juca Lemos, pelo PT, o ex-prefeito Rogério Salles, pelo PSDB, e o deputado estadual Percival Muniz (PPS) - este último liderando o Movimento Rondonópolis Muito Mais, que reúne também o PDT, o PSB, o PV e outros quatro partidos.
Ananias Filho disse não acreditar na desistência de Juca Lemos ou numa eventual união do PT e do PSDB no pleito municipal. "Este casamento não daria certo. Além das diferenças locais, esta aliança provavelmente seria vetada pela direção nacional dos dois partidos", acredita.
Escolha do vice-prefeito
Ananias Filho disse que, caso seja escolhido pelo Fórum Suprapartidário, considera normal que a vice seja ocupada por alguém indicado pelo PMDB. No entanto, ele ressaltou que não tem preferência e que receberá bem o companheiro de chapa indicado pela legenda.
"Se é para unir, não há porque ficar escolhendo. O vice tem que ser alguém da confiança do PMDB e do Fórum Suprapartidário. Não tenho preferência e nem direito de influenciar esse processo", afirmou.
Ainda falando sobre a escolha do vice, Ananias citou o exemplo de Valéria Bevilacqua, indicada pelo PMDB para o cargo no mandato-tampão que segue até dezembro deste ano. O nome dela surgiu na última hora, numa lista que tinha também a professora Paula Bordegatto, presidente do diretório municipal do PMDB e considerada 'mais experiente'.
"Todos conhecíamos a capacidade política da Valéria, mas ela também está com um ótimo desempenho na administração. Ela foi uma escolha exclusiva do PMDB e tem sido uma 'mão na roda', ajudando-nos a dinamizar vários setores na Prefeitura", afirma.