Eleições 2014
Candidato a deputado estadual pelo PV, Taborelly diz que há muita gente 'praticando crimes' na ALMT
Coronel reformado da PM e vereador por Várzea Grande, Peri Taborelly diz que população não acredita no Governo e cobra Política de Segurança
25 de Junho de 2014, 16h19
Depois de 31 anos de serviços pres
tados à Polícia Militar de Mato Grosso e da expressiva vitória obtida em 2012 como candidato a vereador em Várzea Grande, o coronel reformado da PM, Peri Taborelly , se prepara para um novo desafio. Vai disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa pelo Partido Verde (PV) e, como já se esperava, terá a Segurança Pública como principal bandeira. Desde o ano passado ele tem percorrido os municípios mato-grossenses em busca de apoio e por onde passa destaca sempre que a transformação política desejada pela população não será possível sem uma mudança radical no parlamento estadual.
"Hoje temos muitos deputados praticando crimes, fazendo da Assembleia Legislativa um balcão de negócios. Os que são 'do bem' são minoria e se omitem, cruzam os braços, não se levantam diante disso. Não é exagero dizer que atualmente a Assembleia não representa a sociedade mato-grossense", afirma.
Nesta semana Taborelly visitou a redação do Gazeta MT acompanhado de várias lideranças do PV. O partido fará sua convenção na sexta-feira (27) e deve formar uma 'frentinha' para disputar as cadeiras na ALMT. A expectativa é que o grupo eleja dois ou três deputados e Taborelly é considerado o favorito, podendo se tornar o primeiro parlamentar eleito pela legenda no Estado.
"Sabemos que vamos enfrentar gente que abusa do poder econômico, inclusive usando dinheiro originado de crimes. Isso é preocupante e desejamos que a Justiça Eleitoral atue com rigor, principalmente no dia da eleição. Mas estamos tendo uma resposta ótima da população e, com a graça de Deus, conseguiremos fazer com que o PV seja representado na Assembleia Legislativa", disse ele.
Propostas
Taborelly não poupa críticas a situação da Segurança Pública em Mato Grosso e afirma que a situação é bem pior que a mostrada nos indicadores oficiais. Conforme ele, a população já não acredita na estrutura oficial e muitas vezes deixa de fazer o registro até de crimes graves.
"Tem gente que tem o veículo roubado e, ao invés de procurar as autoridades, espera o marginal ligar para 'comprar' o carro de volta. Devido ao descrédito, o cidadão acaba se rendendo à extorsão. Eu digo que ninguém sabe ao certo o tamanho da demanda, mas posso afirmar que a realidade é bem mais grave do que está nas estatísticas divulgadas pelo próprio Governo", acusa.
A solução, segundo Taborelly, é complexa e exigirá determinação dos próximos governantes. Ele defende a elaboração de uma Política de Segurança Pública, baseada no levantamento dos dados reais e no diálogo com a sociedade. As ações, sugere ele, devem envolver várias secretarias e focar todos os aspectos relacionados ao tema.
"Segurança Pública não é só colocar mais homens e viaturas nas ruas. Há um contexto social, que envolve também questões como a Saúde, Educação, Infraestrutura e a Assistência Social. É preciso trabalhar na prevenção, no combate e também na recuperação daqueles que desejam abandonar a criminalidade", afirmou. "Não há, por exemplo, como pensar em combater a delinquência juvenil sem investir em creches, escolas de período integral e em atividades para ocupar os jovens e adolescentes".
O Partido Verde já fechou questão em torno do apoio à candidatura do senador Pedro Taques (PDT) ao Governo do Estado e, conforme Taborelly, a aliança envolve também um acordo para que a Segurança Pública tenha enfim uma 'Política de Estado' e receba a prioridade devida.
Aliás, o próprio Taborelly já adiantou que, caso eleito, poderá pleitear a Secretaria Estadual de Segurança Pública, assumindo pessoalmente a coordenação das ações visando o enfrentamento exigido pela sociedade.
"Aqui mesmo em Rondonópolis muita gente elogia as ações que desenvolvi como comandante da PM e costumam me perguntar quando voltarei para as ruas. Digo que isso só será possível se for eleito. Nesta condição poderei assumir a Secretaria de Segurança com a autonomia necessária para combater a marginalidade que tanto faz sofrer nossa sociedade", declarou.
O pré-candidato do PV também disse que pretende continuar as visitas pelos municípios de Mato Grosso e que, se eleito, atuará como um representante de Rondonópolis e da região Sul.
"É claro que não se faz Segurança Pública de modo local ou regional, o trabalho deve ser amplo. Mas tenho um carinho especial por esta região e será um prazer representar esta população", finalizou.