eleições 2014
Entrada de Riva confirma estratégia governista de ter majoritários nas principais regiões do estado
A melhor estratégia encontrada é lançar mais de um candidato forte ao governo e contemplar a região sul do estado com o cargo de senador
25 de Junho de 2014, 16h12
Os partidos que compõem a base aliada do governo Silval Barbosa (PMDB) se desdobram para encontrar uma forma de garantir a vitória de um candidato aliado ou pelo menos provocar um segundo turno nas eleições deste ano, quando no entendimento dos especialistas no assunto, todo o jogo é zerado e tem início um novo processo eleitoral. A melhor estratégia encontrada pelos governistas até agora é lançar mais de um candidato forte ao governo e contemplar a região sul do estado com o cargo de senador na chapa.
O primeiro movimento do xadrez situacionista nesse sentido foi a confirmação do nome do deputado federal e presidente estadual do PR, Welington Fagundes, ao senado. Liderança inconteste na região sul e um dos políticos mais articulados e experientes do estado, Fagundes é visto pelos governistas como um puxador de votos e poderia ajudar a equilibrar as forças por aqui.
Para o governo do estado, o pensamento do grupo é lançar uma candidatura que contemple a Baixada Cuiabana, que podem ser o petista Lúdio Cabral ou o peemedebista Julier Sebastião. A novidade é o possível lançamento da candidatura do presidente afastado da Assembleia Legislativa, José Riva (PSD), que começou a ser ventilada com força nessa quarta-feira, 25, o que contemplaria a região norte do estado.
Riva foi aclamado por um grupo de mais de trinta prefeitos, que o lançaram como candidato municipalista ao pleito eleitoral deste ano, após reunião na Assembleia Legislativa acontecida nessa quarta e cogita ser candidato caso tenha viabilidade legal e financeira para tocar a campanha.
Dessa forma, no entendimento dos situacionistas, todas as regiões com maior densidade eleitoral do estado estariam 'cobertas' com candidaturas majoritárias, o que ajudaria a quebrar a quase hegemonia do senador Pedro Taques, que só tem visto seus concorrentes pelo retrovisor, oscilando nas pesquisas sempre acima dos 40% de intenção de voto.