ASSEPSIA
PMs presos em operação do GCCO mantêm silêncio em depoimento; diretores da PCE negam crime
Eles são investigados por facilitar e cobrar pela entrada de celulares dentro da Penitenciária Central do Estado.
25 de Junho de 2019, 14h00
O tenente Cleber de Souza Ferreira, o subtenente Ricardo de Souza Cavalhaes e o cabo Denizel Moreira dos Santos Júnior que foram presos na operação Assepsia decidiram manter o silêncio em depoimento realizado na manhã desta terça-feira (25), na Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), em Cuiabá.
Eles o diretor da Penitenciária Central do Estado (PCE), Revétrio Francisco da Costa, o subdiretor, Reginaldo Alves dos Santos e mais dois foram alvos da operação deflagrada pelo GCCO no último dia 18 de junho, investiga a atuação dos mesmos na facilitação da entrada de materiais ilegais dentro da penitenciária da Capital.
Na manhã desta terça-feira, os investigados optaram por não responder os questionamentos feitos pelos delegados Frederico Murta e Juliana Chiquito Palhares, responsáveis pela investigação.
Os diretores da PCE foram interrogados na tarde de segunda-feira (24). Revétrio disse aos delegados que teria sido usado pelos PMs. Já Reginaldo afirmou que não sabia da entrada do freezer na penitenciária.
Assepsia
O delegado da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) Ferdinando Murta, afirmou que as investigações começaram após uma grande apreensão de celulares, registrado no dia 06 na PCE, onde mais de 80 celulares foram encontrados dentro de um freezer.
A operação cumpriu 15 ordens judiciais expedidas pela 7ª Vara Criminal de Cuiabá. As ordens foram determinadas depois de representação dos delegados e manifestação favorável do Ministério Público Estado, via o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (GAECO).
Além das prisões preventivas dos servidores públicos e dos líderes da facção criminosa, foram cumpridas medidas de busca e apreensão nas dependências da Penitenciária Central do Estado.
O inquérito será concluído nos próximos 10 dias. Os investigados poderão responder pelos crimes de integrar organização criminosa, corrupção passiva e ainda por facilitação de entrada de celulares em estabelecimento prisional.
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