OPERAÇÃO MANTUS

Juiz nega transferência de Arcanjo e "braço armado" e mantêm prisão de rival e mais 5

A decisão foi publicada no Diário Oficial de Justiça desta segunda-feira (24).

por Cuiabá, MT - Daffiny Delgado

25 de Junho de 2019, 08h12

Juiz nega transferência de Arcanjo e "braço armado" e mantêm prisão de rival e mais 5
Juiz nega transferência de Arcanjo e "braço armado" e mantêm prisão de rival e mais 5

O juiz Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, negou o pedido de transferência de João Arcanjo Ribeiro e Noroel Braz da Costa Filho e manteve a prisão do empresário Frederico Müller Coutinho e de outros cinco alvos da Operação Mantus.

As decisões foram publicadas no Diário Oficial de Justiça de segunda-feira (24).

No pedido feito pela defesa do ex-bicheiro, foi solicitado que ele fosse encaminhado para o Centro de Custódia da Capital (CCC), alegando que Arcanjo está em idade avançada e é ex-policial civil.

Já o teor do pedido feito pela defesa de Noroel, a reportagem não obteve acesso, por se tratar de um processo que segue em segredo de justiça.

Em sua decisão, o magistrado afirmou que não compete a ele determinar onde cada acusado deve ficar, mas à administração penitenciária conduzida pela Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp).

“Com essas considerações, indefiro o pedido de transferência formulado pelas defesas de Noroel Braz da Costa Filho e João Arcanjo Ribeiro, especialmente porque não cabe a este juízo interferir na administração penitenciária”, determinou o juiz.

Com isso, os dois permanecerão presos na Penitenciária Central do Estado (PCE).

Manteve prisão

Na mesma publicação no Diário Oficial, o magistrado ainda negou os pedidos de soltura dos investigados na mesma operação Rosalvo Ramos de Oliveira, Glaison Roberto Almeida da Cruz, José Carlos de Freitas, Frederico Muller Coutinho, João Henrique Sales de Souza e Haroldo Clementino Souza.

A decisão seguiu o parecer do Ministério Público Estadual.

A operação

A operação foi deflagrada na manhã de 29 de maio, pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) juntamente com a Delegacia Especializada de Fazenda e Crimes Contra a Administração Pública (Defaz), investiga dois grupos – Colibri e FMC Ello - que, segundo o inquérito, disputavam entre si o comando do jogo do bicho em Mato Grosso.

As investigações iniciaram em agosto de 2017, após a polícia receber denúncias sobre a contravenção penal denominada “Jogo do Bicho”.

63 mandados judiciais, sendo 33 de prisão preventiva e 30 de busca e apreensão domiciliar foram cumpridos na manhã desta quarta-feira.

As ordens judiciais são cumpridas em Cuiabá, Várzea Grande e em mais 5 cidades do interior do Estado e expedidas pelo juiz da 7ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá, Jorge Luiz Tadeu.

Foram decretados os bloqueios de contas e investimentos em nome dos investigados, bem como houve o sequestro de ao menos três prédios vinculados aos crimes investigados.

Os suspeitos vão responder pelo crime de organização criminosa, lavagem de dinheiro, contravenção penal do jogo do bicho e extorsão mediante sequestro, cujas penas somadas ultrapassam 30 anos.