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Estelionatário que agia em Rondonópolis e mais 5 cidades de MT é alvo de operação
A equipe da Derf estima que o golpe tenha movimentado, aproximadamente R$ 300 mil em dois anos
25 de Junho de 2020, 14h29
Uma operação da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) foi desencadeada, na manhã desta quinta-feira (25), para cumprir mandados de busca e apreensão e de prisão contra um suspeito de praticar crimes de estelionato em diversas cidades de Mato Grosso. A Polícia Civil identificou, até agora, 17 vítimas na cidade de Rondonópolis (MT) e, pelo menos, 10 em Paranatinga (MT), Novo São Joaquim (MT), Itiquira (MT), Jaciara (MT) e Guiratinga (MT).
As investigações começaram em 2019, após diversos registros de boletins de ocorrência nas cidades citadas. As vítimas informaram que tiveram os nomes negativados pelos serviços de proteção ao crédito por inadimplência em contratos de empréstimos bancários, em que figuraram como avalistas, sendo que nunca contrataram ou deram anuência para as operações. A equipe da Derf de Rondonópolis estima que o golpe tenha movimentado aproximadamente R$ 300 mil em dois anos.
Diante da gravidade dos fatos, número de vítimas e pelo indiciado já responder a outros inquéritos policiais pelo crime de estelionato e pelo risco de reiteração da atividade criminosa, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva e os mandados de busca e apreensão em endereços do suspeito, de 34 anos. Os pedidos foram deferidos pelo juízo da 3ª Vara Criminal de Rondonópolis.

Suspeito de 34 anos sendo levado para a delegacia. (Foto: Messias Filho/GazetaMT)
Nos locais das buscas foram apreendidos diversos documentos, R$ 3 mil reais em dinheiro, computadores e outros materiais que reforçam a linha investigatória que já vinha sendo desenvolvida pela Derf.
Investigação
Conforme apuração, entre os anos de 2018 e 2019, o investigado se passando por representante de uma empresa de assistência médica, “Economy Brasil”, negociou planos de assistência em saúde para diversas pessoas em cidades de Mato Grosso, oportunidade em que recolhia assinaturas eletrônicas e cópias dos documentos pessoais das vítimas para a formalização dos contratos.

Em posse dos documentos e assinaturas eletrônicas digitalizadas, o indiciado contratava empréstimos bancários no próprio nome e em nome de pessoas jurídicas dele utilizando os dados dos clientes com quem havia negociado planos de assistência médica, que ficavam como avalistas dos empréstimos, sem o conhecimento ou anuência das vítimas. Após a inadimplência dos pagamentos, a instituições bancárias começavam a cobrança e negativação dos avalistas/vítimas, oportunidade em que descobriram que foram vítimas do crime de estelionato.
As investigações seguem em estágio avançado e devem ser concluídas nos próximos 10 dias. A Polícia Civil solicita que caso alguma vítima ainda não tenha registrado boletim de ocorrência que procure a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Rondonópolis.